Israel amplia assentamentos na Cisjordânia em 2008

O plano inclui o assentamento-cidade de Ma'aleh Adumim, com mais de 30 mil habitantes

EFE

23 de dezembro de 2007 | 06h14

O Ministério da Habitação de Israel pretende edificar mais de 700 novos apartamentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, o que pode atrapalhar as negociações de paz com os palestinos, reiniciadas este mês. O plano inclui o assentamento-cidade de Ma'aleh Adumim, com mais de 30 mil habitantes, 14 quilômetros a sudeste de Jerusalém, e o da colina de Abu Ghneim, em frente à cidade palestina de Belém, conhecido como Har Homá, de 7 mil moradores. Os planos estão previstos no orçamento nacional de 2008, informou o ministro Rafi Eitan à rádio das Forças Armadas. As autoridades israelenses afirmaram em ocasiões anteriores que Ma'aleh Adumim terá que ficar sob sua soberania em qualquer acordo de paz com os palestinos. Har Homá é considerado parte integrante de Jerusalém. O assentamento foi levantado em terras que o país anexou após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. O argumento que das autoridades israelenses é que a edificação de novos apartamentos nos assentamentos já existentes obedece às necessidades de seu crescimento natural. Har Homá, considerado como um "bairro" de Jerusalém, fica entre a cidade e Belém. O orçamento do Ministério prevê a construção de 500 imóveis no local. Em Ma'aleh Adumim, na estrada que vai de Jerusalém ao Mar Morto, serão 240. O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert se comprometeu na Conferência de Paz de Annapolis, dia 27 de novembro, que seu Governo não construiria mais assentamentos, e ainda erradicaria dezenas de "assentamentos ilegais" construídos por extremistas hebreus sem permissão do Governo. As negociações de paz entre Olmert e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, após uma estagnação de sete anos, recomeçaram no início deste mês e devem continuar em breve, após a festividade muçulmana de Eid al-Adha.

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