Israel amplia colônias em represália a novo governo palestino

Mais 1,5 mil casas serão construídas em Jerusalém e na Cisjordânia

O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 10h05

 JERUSALÉM - Três dias depois da formalização do governo de união entre as facções palestinas Hamas e Fatah, o governo de Israel aprovou a criação de mais 1,5 mil casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. 

O anúncio da ampliação dos assentamentos coincide também com o 47º aniversário da ocupação militar por parte de Israel de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Segundo o jornal Haaretz, as construtoras poderão escolher e construir 223 imóveis em Efrat, 484 em Beitar Ilit, 38 em Geva Binyamin (Adam), 76 em Ariel, 78 em Alfei Menashe, 155 em Givat Zeev, todas elas colônias ilegais de acordo com o direito internacional.

Além disso, autorizou a construção de 400 novas casas em Ramat Shlomo, um dos bairros de Jerusalém Oriental, região que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro estado independente.

"Alegra-me a decisão de dar uma resposta sionista apropriada ao estabelecimento de um gabinete palestino terrorista", explicou na noite desta quarta-feir o ministro, membro do partido ultranacionalista e pró-colono, Habayit Hayehdi.

A decisão foi criticada pela ministra de Justiça israelense e ex-chefe negociadora, Tzipi Livni, que a qualificou de "outro erro político que só fará com que nossa campanha contra o apoio internacional (ao movimento islamita) Hamas seja mais difícil". / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.