Israel anuncia que cometerá assassinato na Síria

O próximo alvo do governo israelense será o líder máximo do Hamas, Khaled Mashaal, chefe do escritório político do grupo, estabelecido desde 1996 na capital síria, Damasco. Na reunião ordinária do gabinete de governo de Israel, o ministro encarregado das Relações com o Parlamento, Gideon Ezra, disse que o destino de Mashaal "será idêntico" ao de outro dirigente do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, assassinado no sábado em um ataque com mísseis, informou a rádio militar do país. Por sua vez, o Hamas jurou retaliar a morte de seu líder com "100 represálias especiais" contra Israel."Quando surgir a oportunidade de atacar em Damasco, Israel o fará", disse Ezra. Rantisi se converteu no chefe da organização nos territórios ocupados depois que Israel matou, há menos de um mês, o fundador e líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin. Israel tentou assassinar Mashaal em 1997, numa operação de agentes de seu serviço secreto, o Mossad. Os israelenses agarraram Mashaal numa rua de Amã, capital da Jordânia, e despejaram veneno em seu ouvido.Os agentes foram presos em flagrante pela polícia jordaniana enquanto Mashaal era hospitalizado em coma. Mashaal só se salvou porque o então rei da Jordânia, Hussein, exigiu que Israel entregasse o antídoto.Neste domingo, o Hamas escolheu secretamente o sucessor de Rantisi, mas não divulgou sua identidade publicamente por temer novo ataque israelense. Segundo a rádio militar de Israel, o novo líder é Mahmud Zahar, o segundo no comando depois de Rantisi. Fontes palestinas apontam outro nome, Ismail Haniyah, que era o secretário particular do xeque Yassin.

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