Israel anuncia trégua humanitária de 4 horas em Gaza

Exército afirmou que decisão não é um cessar-fogo e responderá a 'qualquer tentativa de danar civis ou soldados israelenses'

O Estado de S. Paulo

30 Julho 2014 | 10h18

JERUSALÉM - O Exército israelense anunciou uma trégua humanitária de quatro horas a partir das 15 horas (9 horas no horário de Brasília) desta quarta-feira, 30, em Gaza, disse um porta-voz das Forças Armadas.

Em um breve comunicado, o Exército informou sobre a "autorização de uma janela temporária na Faixa de Gaza" entre 15 horas e 19 horas. A interrupção da ofensiva israelense, no entanto, "não será aplicada nas áreas onde os soldados do Exército estão operando atualmente".

Segundo a nota, "os residentes não devem retornar às zonas que foram previamente esvaziadas" pelas Forças Armadas de Israel, que deslocaram cerca de 200 mil pessoas no interior da Faixa. As pessoas buscam abrigo em casas de parentes ou em escolas da ONU.

Fontes militares afirmaram que as razões para a trégua, "que de modo algum é um cessar-fogo", são puramente humanitárias. "O Exército responderá a qualquer tentativa de aproveitar desta janela humanitária para danar civis ou soldados israelenses", ressalta o documento.

Até o momento, segundo os últimos dados apresentados pelo Ministério da Saúde de Gaza, 1.279 palestinos morreram e mais de 6.700 ficaram feridos desde o início da ofensiva israelense. Desde a meia-noite, 67 pessoas morreram em Gaza, sendo ao menos 19 em um ataque contra uma escola da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA).

Devido aos esforços por parte do Egito sobre um cessar-fogo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, se reunirá com os membros do gabinete de segurança para decidir o futuro da ofensiva Limite Protetor em Gaza.

A reunião, que estava prevista para ser realizada na terça, será realizada nesta tarde na sede do Ministério da Defesa, disseram fontes governamentais citadas pela imprensa local. O jornal conservador Israel Hayom informa que não há consenso entre os membros do gabinete para pôr fim à operação. /EFE

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