Israel aperta o cerco contra a imprensa estrangeira

O Escritório de Imprensa do Governode Israel revogou nesta terça-feira as credenciais de dois jornalistasde televisão de Abu Dhabi e ameaçou com ações legais contra asredes norte-americanas CNN e NBC por ignorar ordens militares etransmitir da cidade de Ramallah, ocupada pelas tropasisraelenses. Em um comunicado, o governo afirma ter recolhido ascredenciais do correspondente Leileh Odeh e do enviado BassamAzawi, ambos dos Emirados Árabes Unidos, depois que o canal porsatélite mostrou uma reportagem, em 31 de março último, alegandoque tropas israelenses em Ramallah teriam executado um grupo dejovens no clube islâmico da cidade. A execução é negada pelosmilitares do Estado judeu. O governo também informou ter enviado reclamações por escritoà CNN e à NBC, cujos correspondentes continuaram transmitindo deRamallah depois de Israel ter declarado a cidade uma zonamilitar fechada. "Se eles continuarem violando leis israelenses, o Estado deIsrael tomará medidas previstas pela lei", afirma o comunicadogovernamental. A NBC não respondeu a chamadas telefônicos e aCNN recusou-se a comentar o assunto. Hoje, a federação Internacional de Jornalistas, com base emBruxelas, criticou Israel por fechara área à mídia. "Nos opomosa essa estratégia (...) A censura não trará a paz, mas gerarámais ignorância, rumores e medo". Ontem, forças israelenses expulsaram uma equipe da rede detelevisão norte-americana CBC de Ramallah, uma atitude queprovocou fortes protestos da Associação de Imprensa Estrangeiraem Israel.

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