Ronen Zvulun/REUTERS
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Israel aplica terceira dose de vacina da Pfizer para conter alta de casos gerada pela variante Delta

Novo programa pretende aumentar os níveis de anticorpos entre imunocomprometidos

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2021 | 18h29

TEL AVIV - O Ministério da Saúde de Israel começou a oferecer uma terceira dose da vacina da Pfizer contra o coronavírus para imunocomprometidos nesta segunda-feira, 13. O objetivo é aumentar os níveis de anticorpos. Segundo especialistas da saúde, essa pode ser a primeira fase de um experimento para fornecer vacinas de reforço do coronavírus para idosos e os mais vulneráveis.

A decisão de fortalecer as duas primeiras doses ocorre no momento em que Israel registra um aumento de novos casos, impulsionado pela prevalência da variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. No mês passado, as taxas de infecção em Israel aumentaram de um dígito para mais de 400 por dia. O ministro da Saúde disse que ainda não tomou uma decisão sobre a distribuição da terceira dose para a população adulta em geral. 

Na semana passada, a Pfizer e a empresa alemã BioNTech anunciaram que planejavam buscar uma autorização de uso de emergência para sua dose de reforço nos EUA. No domingo, os funcionários da Pfizer se reuniram com as principais autoridades federais do país e forneceram documentos com dados que mostram um aumento nas infecções entre a população vacinada, bem como dados provisórios do teste da empresa com o reforço, mostrando que uma terceira dose estimula uma resposta de anticorpos muito mais forte, de cinco a 10 vezes maior, em relação à  segunda dose de sua vacina.

O HHS (Health and Human Services) disse que os americanos totalmente vacinados não precisam de reforço por enquanto. Já a Pfizer sugere que doses extras serão necessárias este ano. A empresa deve receber autorização de emergência da Food and Drug Administration para sua terceira dose e um painel consultivo do CDC deve decidir se e para quem recomendar reforços. Este processo pode levar várias semanas ou meses.

Globalmente, a pressão para introduzir doses de reforço gerou resistência da Organização Mundial da Saúde (OMS) e grupos de direitos humanos, que dizem que o foco deve permanecer em dar as primeiras doses aos mais vulneráveis ​​do mundo. /NYT

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