Israel apóia imposição de sanções ao Irã pela ONU, diz Olmert

O primeiro-ministro israelense, EhudOlmert, se manifestou nesta quinta-feira a favor de que o Conselho de Segurançadas Nações Unidas aplique sanções ao Irã se o país não suspender seuprograma nuclear. Olmert fez estas declarações durante uma consulta com alguns deseus ministros e os chefes dos organismos de segurança sobre orecente teste atômico efetuado pela Coréia do Norte e o supostorisco de que Pyongyang transfira sua tecnologia para que o Irã possaacelerar seu programa, apesar da pressão internacional. "Israel apóia os esforços do Conselho de Segurança da ONU e aimposição de sanções ao Irã, assim como a rejeição nesse organismoda ONU de soluções de compromisso que permitirão ao Irã levaradiante seus planos", afirmou, segundo fontes do governo. Olmert fez a consulta com seis de seus ministros: ovice-primeiro-ministro Shimon Peres; os titulares de AssuntosExteriores e Defesa, Tzipi Livni e Amir Peretz, respectivamente; oministro de Segurança Interior, Avi Dichter, e o líder do Partidodos Aposentados, Rafi Eitan, ex-chefe do Serviço Secreto (Mossad). Trata-se de uma reunião a portas fechadas que é realizadaesporadicamente para debater assuntos secretos relacionados com asegurança e a política externa do Estado israelense. Também participou da reunião o atual comandante do Mossad, MeirDagan, designado por Olmert para coordenar as posições de Israel emrelação ao programa nuclear do presidente iraniano, MahmoudAhmadinejad. O presidente iraniano já declarou que "Israel deve ser riscado domapa" e transformou o Irã no principal inimigo potencial do EstadoJudeu. Para Olmert, o teste atômico de três dias atrás da Coréia doNorte é uma mostra palpável da necessidade de que a comunidadeinternacional atue "urgentemente, unida e com decisão" em relação aoprograma do Irã, cujo governo assegura que não tem intenções defabricar armas atômicas. Fontes políticas citadas pela rádio pública afirmam que asautoridades de Teerã "estão observando com grande interesse o queocorre com a Coréia do Norte e de que modo a comunidadeinternacional reagirá" após 13 anos de infrutíferos esforços paraimpedir que o país fabrique armas atômicas. Se as reações forem leves, o Irã verá que tem sinal verde paraseguir adiante com seu programa nuclear, segundo as fontes. Outros assuntos abordados durante a consulta foram a possívelpresença de observadores iranianos no teste norte-coreano e atransferência de tecnologia nuclear iraniana a Pyongyang. Olmert declarou recentemente que, se o Irã conseguir fabricararmas nucleares, "Israel se reserva o direito de se defender". Segundo analistas estrangeiros, Israel tem 200 bombas nucleares.

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