AP Photo/Oded Balilty
AP Photo/Oded Balilty

Israel aprova construção de 2,5 mil casas na Cisjordânia

Primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, junto com o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, anunciou a construção das novas moradias, a maioria em colônias nos territórios palestinos ocupados

O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2017 | 14h57

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, aprovaram nesta terça-feira, 24, a construção de 2,5 mil casas na Cisjordânia, a maioria em colônias nos territórios palestinos ocupados.

"Voltamos a uma vida normal em Judeia e Samaria (nome bíblico para os territórios palestinos da Cisjordânia)", declarou Lieberman. A maioria das unidades está localizada nos blocos de assentamentos, e cerca de 100 delas serão erguidas nas colônias de Betel e Migron, informou em comunicado o Ministério da Defesa.

Os imóveis serão construídos em Ariel (900 unidades); Ma'ale Adumim (90), Efrat (21), Elkana (18) Inmanuel (166), Migron (86), Betel (20), Oranit (150), Giv'at Ze'ev (100), de acordo com o jornal "Haaretz". "Estamos construindo e continuaremos construindo", afirmou Netanyahu.

A nota oficial do governo de Israel assegura que também será desenvolvida uma zona industrial perto de Hebron, "uma das maiores infraestruturas previstas até agora".

Reação. Por sua vez, o porta-voz de presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Nabil Abu Rudeina, condenou a decisão do governo de Israel e advertiu que o anúncio trará consequências. Além disso, Rudeina responsabilizou a comunidade internacional por sua indiferença e pediu uma reação do Ocidente, segundo a agência de notícias "Wafa".

O porta-voz do presidente Mahmoud Abbas acrescentou que essa decisão põe um "obstáculo" para restabelecer a segurança e a estabilidade e "promove o extremismo e o terrorismo".

O número dois da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) também pediu uma iniciativa internacional depois do anúncio por parte de Israel. "A comunidade internacional deve exigir imediatamente uma prestação de contas de Israel", afirmou Saeb Erakat. Segundo ele, Israel se sente encorajado pelo apoio demonstrado pelo presidente americano, Donald Trump.

No último domingo, Netanyahu anunciou que suspenderia as restrições para ampliar assentamentos em Jerusalém Oriental, adotadas após pressão da comunidade internacional, depois da aprovação da construção de 566 casas na região ocupada da cidade.

Desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, aumentaram as vozes que pedem a extensão das colônias e a anexação da área C da Cisjordânia. / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.