Israel aprova emenda que exige 'lealdade a estado judeu'

Proposta será submetida ao Knesset e causa polêmica entre os árabes, que são 20% da população

Agência Estado

10 de outubro de 2010 | 13h47

O governo de Israel aprovou neste domingo uma polêmica emenda legislativa que impõe a não judeus em busca da cidadania israelense que jurem lealdade ao país como "estado judeu e democrático". A emenda será submetida à aprovação do Knesset (parlamento), onde o governo de direita tem maioria. Embora poucos não judeus peçam a cidadania israelense, a proposta causou polêmica entre os árabes, que representam 20% da população de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu a emenda alegando que ela reflete a essência de Israel no momento em que, afirma ele, muitos ao redor do mundo tentam toldar a conexão entre o povo judeu e sua terra natal. "O estado de Israel é o estado nacional do povo judeu e é um estado democrático no qual todos seus cidadãos - judeus e não judeus - gozam de direitos iguais", disse Netanyahu. "Qualquer um que queira se juntar a nós tem de nos reconhecer", concluiu.

Ahmad Tibi, um parlamentar árabe, interpretou a proposta como uma provocação. "Seu intento é solidificar o status inferior dos árabes em lei", afirmou. "Netanyahu e seu governo estão limitando a esfera da democracia em Israel e aprofundando o preconceito contra a minoria árabe". As informações são da Associated Press.

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