Israel aprova libertação de 104 prisioneiros palestinos

Reunião nos EUA entre israelenses e palestinos na próxima terça-feira pode ser começo de acordo

Agência Estado

28 de julho de 2013 | 13h01

O gabinete de Israel aprovou a libertação de 104 prisioneiros palestinos, segundo uma fonte do governo, abrindo espaço para a possível retomada das negociações de paz após cinco anos de suspensão. A libertação dos prisioneiros faz parte de um esforço liderado pelos Estados Unidos para colocar os dois lados em diálogo novamente.

Com duas abstenções, o gabinete israelense votou pela aprovação em princípio da libertação dos prisioneiros, por 13 votos a favor e sete contra. A votação ocorreu depois de uma sessão turbulenta em que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ligou a libertação dos prisioneiros à retomada das negociações que ele disse serem importantes para Israel.

Familiares de pessoas que foram mortas em ataques palestinos protestaram do lado de fora do prédio do governo onde ocorria a votação. "Eu acredito que esse é um passo em direção à paz e espero que possamos usar essa oportunidade que os EUA nos forneceram para retomar as negociações", declarou o principal negociador palestino, Saeb Erekat.

Pelo acordo, os prisioneiros serão libertados em quatro fases durante vários meses. Cada libertação será ligada ao progresso nas negociações. Segundo uma lista fornecida pelos palestinos, os prisioneiros que serão libertados passaram de 19 a 30 anos presos por envolvimento em ataques mortais a israelenses.

O próximo passo será uma reunião de negociadores de Israel e da Palestina em Washington, EUA, na terça-feira, que deverá ser seguida por nove meses de negociações para um acordo de paz. Fonte: Associated Press.

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