Israel aprova libertação de até cem palestinos

O gabinete israelense aprovou neste domingo a libertação de uma centena de prisioneiros do Hamas e da Jihad Islâmica. A decisão do gabinete israelenseresponde ao pedido feito pelo primeiro-ministro palestino,Mahmoud Abbas, durante sua visita a Washington esta semana. Aomesmo tempo, no Líbano, o grupo radical Hezbollah advertiu quevoltará a seqüestrar israelenses se o país rejeitar "a últimachance" para negociar uma troca de prisioneiros retidos pelasduas partes.A libertação dos ativistas - que contou com 14 votos afavor e 9 contra - aponta uma mudança de postura do governo deIsrael. O primeiro-ministro Ariel Sharon vinha afirmando que sóiria soltar integrantes de movimentos que não estivessemenvolvidos em atos de violência. O porta-voz Avi Pazner disse que o voto é um gesto de apoio ao premier palestino, que vem sendo criticado por seu povo por não ter conseguido obter concessões por partede Israel. "Abu Mazen (Abbas) é nosso parceiro nas negociações", disse Pazner, ressalvando, porém, que seu governo continua serecusando a libertar "os que participaram ativamente em ataquesterroristas, seqüestros e assassinatos". Os palestinos querem que Israel liberte os cerca de 7.700 prisioneiros em seu poder.Ao mesmo tempo, em Jibshit, no sul do Líbano, o xequeHassan Nasrallah disse que o movimento radical Hezbollahretomará os seqüestros se Israel se negar anegociar com seu grupo uma troca de prisioneiros. "Daremos às negociações uma última chance", disse Nasrallah, durante um encontro em memória do 13º aniversário do seqüestro por Israel do líder ativista xequeAbdul-Karim Obeid. "Depois disto, consideraremos que asnegociações chegaram ao fim e que o número (de israelenses nocativeiro) ainda não é suficiente para uma troca", afirmou olíder do Hezbollah. Comandos israelenses apoiados por helicópteros raptaramObeid de sua casa no povoado de Jibshit, no sul libanês, em1989. Por seu lado, o Hezbollah mantém em cativeiro o coronelda reserva israelense Elhanan Tennenbaum. seqüestrado duranteuma viagem a Abu Dhabi em outubro de 2000. Segundo o Hezbollah, Tennenbaum está ligado ao Mossad, o serviço secreto israelense. Segundo Israel, ele é um empresário.

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