Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Israel aprova mais 1,5 mil casas em assentamentos

Decisão ocorre apesar de discurso de Barack Obama e na véspera da viagem de Netanyahu a Washington

AE, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 16h54

JERUSALÉM - Um comitê do governo israelense aprovou nesta quinta-feira, 19, a construção de mais de 1,5 mil casas para colonos em Jerusalém Oriental, no momento em que o primeiro-ministro de Israel se prepara para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A informação é da organização não governamental Ir Amim.

 

A porta-voz da ONG, que pede que palestinos e israelenses compartilhem Jerusalém, confirmou o plano do Ministério do Interior de dar a aprovação a dois projetos. A decisão autoriza a construção de 620 casas num assentamento no bairro de Pisgat Ze'ev e outras 900 num outro assentamento, em Har Homa.

 

A audiência do comitê aconteceu horas antes de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu iniciar sua viagem para Washington, onde vai se reunir com Obama e fará um discurso para as duas Casas do Congresso. Além disso, em um discurso feito nesta quinta, Obama defendeu a criação de um Estado palestino de acordo com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

 

O grupo israelense Peace Now lastimou o momento e o conteúdo da decisão do Ministério do Interior. "O primeiro-ministro está sacrificando as relações com os Estados Unidos pelo bem de sua lealdade aos colonos", disse o grupo em comunicado. "Este não é apenas um momento infeliz, mas uma política infeliz que ameaça a reputação de Israel no mundo".

"A decisão de Netanyahu de discutir Har Homa e Pisgat Ze'ev hoje é uma clara mensagem aos norte-americanos sobre a verdadeira política de Israel, que se recusa a até mesmo discutir (compartilhar) Jerusalém", disse Hagit Ofran, da unidade Settlement Watch, da ONG Peace Now.

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