Israel aprova novos 700 apartamentos em Jerusalém

Israel informou hoje que planeja construir novos apartamentos em Jerusalém Oriental. Segundo o ministro da Habitação, foi aprovada a construção de 692 novos apartamentos em três bairros judaicos já habitados por dezenas de milhares de pessoas.

AE-AP, Agencia Estado

28 de dezembro de 2009 | 12h39

A medida despertou críticas tantos dos palestinos quanto dos Estados Unidos, que denunciaram a medida como um obstáculo para a paz. "Nós condenamos a política israelense de continuar as atividades de assentamentos e esperamos que isso sirva para abrir os olhos do governo dos EUA e de outros membros" da comunidade internacional, disse o negociador palestino Saeb Erekat.

A disputa sobre Jerusalém Oriental é a mais difícil e explosiva do conflito entre israelenses e palestinos. Os palestinos querem que a parte leste da cidade seja a capital de seu futuro Estado e considera os bairros judeus instalados no local como assentamentos.

Já Israel diz que a cidade é sua capital eterna. O país não considera os bairros de Jerusalém Oriental como assentamentos. A parte leste da cidade foi capturada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. A comunidade internacional não reconhece a anexação da porção oriental da capital.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a desaceleração da construção de assentamentos na Cisjordânia na expectativa de trazer os palestinos de volta à mesa de negociações. Mas a decisão não incluiu a construção em Jerusalém Oriental, local que abriga locais sagrados judaicos, muçulmanos e cristãos. "Nós fazemos uma distinção entre a Cisjordânia e Jerusalém. Jerusalém é nossa capital e continua a ser", disse o porta-voz do governo, Mark Regev.

Um funcionário israelense, que falou em condição de anonimato, disse que o governo informou a administração Obama sobre os projetos de construção. Mas um funcionário norte-americano disse que a construção é um novo golpe nos esforços de paz. "Nós sentimos que ações unilaterais dificultam que as pessoas voltem à mesa de negociação e é isso que queremos", disse ele.

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