Israel aprova pagamento para colonos de Gaza

Ministros israelenses aprovaram um plano de pagamento às famílias de colonos que abandonem pacificamente os assentamentos em territórios palestinos, no primeiro passo concreto para colocar em andamento o plano do primeiro-ministro Ariel Sharon de retirada israelense de todos os 21 assentamentos judaicos da Faixa de Gaza e de quatro pequenas colônias da Cisjordânia. Num sinal do aumento da tensão em Israel, a polícia revelou que Sharon e um funcionário que participa da preparação para a retirada receberam ameaças de morte de extremistas judeus. Autoridades dos serviços israelenses de segurança vêm alertando há meses que a oposição interna ao plano de Sharon poderia se tornar violenta. A questão das ameaças de morte transformou-se em um assunto especialmente sensível em Israel depois do assassinato, em 4 de novembro de 1995, do primeiro-ministro Yitzhak Rabin por um ultranacionalista judeu contrário à paz com os palestinos. Muitos colonos acreditam que a Cisjordânia foi prometida por Deus aos judeus e que os palestinos devem ser forçados a sair da região. Israel capturou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os palestinos reivindicam os territórios para a criação de um futuro Estado soberano e independente.

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