Israel aprova plano para expandir assentamentos em Golã

O governo israelense aprovou planos para gastar um mínimo de US$ 56 milhões na expansão de assentamentos nas colinas de Golã, área estratégica capturada por Israel da Síria em 1967. A decisão vem no momento em que se comenta que um membro do Likud, partido do primeiro-ministro Ariel Sharon, prepara-se para viajar a Damasco, a fim de analisar propostas de acordo de paz do presidente sírio Bashar Assad. Israel e Síria encontram-se ainda, tecnicamente, em guerra.Autoridades israelenses dizem que o plano de expansão foi elaborado em outubro, antes de Assad formular sua oferta de novas negociações. Uma alta autoridade disse que Sharon pretende retomar negociações com a Síria. Mas o ministro israelense da Agricultura, Yisrael Katz, diz que não há ?nenhum diálogo? com os sírios, que Israel quer aumentar a população nas colinas para reforçar sua soberania sobre a área antes das conversações. Sharon, por sua vez, exige que a Síria reprima os grupos militantes palestinos que usam o território sírio como base, e deu a entender que não aceitará nenhuma pré-condição envolvendo renúncia a Golã. Israel anexou a área, embora a soberania israelense ali não tenha reconhecimento internacional. O antecessor de Sharon no cargo, Ehud Barak, chegou perto de devolver as colinas à Síria, em 2000, mas não houve acerto quanto aos detalhes finais do acordo. Com o novo plano de assentamento o governo israelense pretende levar novas 900 famílias a Golã nos próximos três anos, diz Katz.

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