Israel aprova proposta de Zinni com restrições

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, terá que desarmar as facções de resistência contra a ocupação na Cisjordânia e Gaza, segundo a proposta do enviado americano Anthony Zinni para um cessar-fogo com Israel. Além disso, a ANP terá que prender os homens-bomba e reafirmar a cooperação com os organismos de segurança de Israel. O governo israelense pediu quatro semanas para implantar o acordo, mas os palestinos querem em duas semanas. Zinni pediu para que Israel aceita o plano em duas semanas. Já o governo de Ariel Sharon terá que antecipar o começo das negociações políticas, que deverão aprovar a total paralisação das construções nos assentamentos judeus da Cisjordânia e Gaza, territórios ocupados por Israel em 1967 e reivindicado pelos palestinos para a consolidação de um Estado palestino independente. Somado a isso, Israel precisará diminuir gradualmente o cerco e as restrições impostas aos três milhões de palestinos em cidades, povoados e aldeias da Cisjordânia e Gaza, e retirar suas tropas das zonas palestinas sobre controle da ANP. Zinni disse que as medidas serão colocadas em prática aos poucos, isto é, assim que um dos objetivos for cumprido por período de 48 horas, uma nova etapa será aplicada e assim por diante. As propostas aprovadas com restrições pelo Gabinete de Segurança de Israel, após uma reunião com o primeiro ministro Ariel Sharon, foram recebidas com reservas pela ANP, que disseram a as propostas de Zinni seguem uma tendência pró-Israel. Os negociadores palestinos têm marcado uma reunião com Zinni para a manhã desta terça-feira. Logo após este encontro, o enviado americano se encontrará com membros do governo israelense para mais esclarecimentos sobre a proposta. Mortes: Dois palestinos morreram na manhã desta terça-feira após a explosão de um carro-bomba próximo a um centro comercial de Jerusalém. Os palestinos foram descobertos por policiais israelenses que começaram a persegui-los de carro. Durante a fuga, quando perceberam que seriam pegos, os palestinos que estavam no carro detonaram a bomba. A polícia israelense acredita que a intenção dos suicidas era explodir o carro em um movimentado centro comercial no bairro de Malja, parte sul de Jerusalém Oeste. Não houve feridos além das duas vítimas fatais.

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