Israel aprova troca de presos com Hezbollah

Libanês que cumpre perpétua será trocado por 2 soldados

Associated Press, Jerusalém, O Estadao de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 00h00

O gabinete israelense aprovou ontem a troca de um militante libanês - condenado à prisão perpétua por um atentado em 1979 - por dois soldados israelenses capturados pelo grupo xiita Hezbollah, do Líbano. A troca deve ocorrer hoje sob a supervisão da ONU em uma passagem na fronteira entre Israel e o Líbano.O Hezbollah não deu indícios de que os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Reguev estejam vivos e não permitiu que a Cruz Vermelha os visitasse desde que os capturou, em 12 de julho de 2006. A captura dos dois militares, durante uma incursão de militantes em território israelense, desencadeou uma guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbollah. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse acreditar que os dois militares não tenham sobrevivido. Mas Zvi Reguev, pai de Eldad, ainda tem esperança de que eles estejam vivos. "Eu realmente espero que esse pesadelo termine amanhã", disse ele ontem à Rádio Israel. "Aceitaremos o que tiver de ser."Os críticos afirmam que, ao trocar prisioneiros por corpos, Israel não dá nenhum incentivo para que os militantes mantenham vivos seus prisioneiros. E, apesar de uma pesquisa indicar que a maioria dos israelenses apóia a troca, muitos estão angustiados com a iminente libertação de Samir Kantar - que matou um israelense e sua filha pequena em um ataque na cidade de Nahariya. Além de entregar Kantar, Israel concordou em libertar outros quatro prisioneiros libaneses e entregar os corpos de 199 combatentes libaneses e palestinos mortos em confrontos nos últimos anos. Os prisioneiros não serão entregues até que os soldados sejam identificados, pessoalmente ou por exames de DNA, se necessário.FRANÇAO ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, disse ontem ao Parlamento Europeu que seu governo pretende propor um novo mapa da estrada para o processo de paz no Oriente Médio. Ele declarou que o novo projeto não competirá com o atual plano de paz, mas dará à União Européia um maior envolvimento no processo. A França presidirá a União Européia até o final do ano.

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