Israel ataca casas de militantes palestinos em Gaza

Helicópteros israelenses atacaram casas de líderes militantes palestinos na Faixa de Gaza na noite de quarta-feira e madrugada desta quinta, deixando pelo menos um ferido. O primeiro ataque ocorreu pouco antes da meia-noite (20h, horário de Brasília) no campo de refugiados de Shathi e teve como alvo um líder do Comitê de Resistência Popular. Logo depois, helicópteros também atacaram as casas de líderes do Hamas no campo de Jabaliya e em Rafah. As ações ocorreram depois de ataques de foguetes realizados por palestinos, que mataram uma civil de 57 anos e deixaram um homem de 20 anos e um adolescente feridos em Israel. Retaliações Uma porta-voz militar israelense disse que as casas foram atingidas porque estavam sendo usadas para armazenar armas e para reuniões "terroristas". Antes das ações, Israel avisou os moradores por telefone. No intervalo entre os incidentes, o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, havia dito que militantes palestinos pagariam caro pelos ataques. Militantes dos braço armado do partido governista palestino Hamas e do movimento Jihad Islâmico assumiram o lançamento de foguetes Qassam contra a cidade de Siderot, perto da fronteira com a Faixa de Gaza. Qassam Segundo a polícia israelense, seis foguetes caíram sobre Sderot e, mais tarde, pelo menos três, sobre Ashkelon. Os palestinos disseram estar retaliando recentes ataques de Israel em Gaza, incluindo a artilharia sobre Beit Hanoun que deixou 19 civis mortos na semana passada. A ONU condenou Israel em Genebra pelas mortes que uma investigação militar israelense atribuiu a falhas técnicas. Os ataques palestinos com foguetes Qassam contra Israel são quase diários, mas raramente deixam mortos ou feridos, embora costumem provocar pânico e medo. Ao todo, Israel estima que nove pessoas, todas civis, tenham sido mortas por foguetes Qassam palestinos desde junho de 2004. ONU A última morte confirmada atribuída a um foguete Qassam havia ocorrido em julho de 2005. Israel cita os ataques com esses foguetes como uma das principais razões para suas operações militares na Faixa de Gaza, que já deixaram cerca de 400 mortos desde junho de 2006. A comissária para Direitos Humanos da ONU, Louise Arbour, anunciou que irá a Israel e aos territórios palestinos na próxima semana para examinar os problemas enfrentados pelas populações civis. Arbour deve se reunir com autoridades dos dois lados e com grupos de defesa dos direitos humanos.

Agencia Estado,

16 Novembro 2006 | 07h50

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