Israel ataca construções palestinas

Helicópteros do exército de Israel atacaram hoje vários alvos de segurança dos palestinos na Faixa de Gaza, incluindo pontos próximos ao quartel-general do líder palestino Yasser Arafat. Na Cidade de Gaza, foguetes atingiram a Força 17, um serviço de segurança palestino, uma delegacia de polícia e escritórios do grupo Fatah. Três pessoas ficaram feridas.Os helicópteros também dispararam mísseis contra pontos de segurança palestinos nas cidades de Khan Yunis, Deir el Balah e Jabaliya, mas as autoridades não souberam informar se alguém foi morto ou ferido no ataque. O exército palestino informou ainda que embarcações israelenses atacaram um escritório da Marinha palestina no campo de refugiados de Nusseirat e oito veículos de combate foram destruídos.Hoje, cinco policiais palestinos foram mortos em um tiroteio com o exército israelense nesta segunda-feira, na cidade de Beitunia, ao norte de Ramallah (Cisjordânia), informaram oficiais palestinos. O exército israelense se justificou e disse que abriu fogo contra um grupo de "figuras suspeitas". As autoridades palestinas disseram que os policiais revidaram o ataque, mas foram assassinados.O exército de Israel disse que os ataques são uma retaliação pela "contínua escalada da violência árabe nos últimos dias". O general palestino Abdel Razek Majaida, porém, acusou Israel de contribuir com o aumento da violência. "Esse crime é injustificado", disse.Em outros ataques nesta segunda-feira, os soldados de Israel demoliram uma delegacia de polícia e outras construções palestinas no vilarejo de Shuwakeh, próximo à cidade de Tulkarem, área controlada por Israel. Essas construções eram, supostamente, usadas para que os árabes atacassem tropas israelenses. Autoridades palestinas disseram que as construções estavam em território árabe.InvasãoAs invasões, nas últimas semanas, do exército israelense em territórios controlados por palestinos foram criticadas pelos Estados Unidos. Os EUA apóiam o parecer de um relatório feito por uma comissão internacional, liderada pelo ex-senador americano George Mitchell, que sugere a suspensão de construções de novas colônias judaicas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou que a sugestão é inaceitável e reiterou que seu governo promoverá a ampliação de alguns desses assentamentos. Segundo o relatório, divulgado na sexta-feira, o fim dos sete meses de hostilidade entre israelenses e palestinos será improvável antes da detenção das construções.No domingo, Sharon se encontrou com ministros para discutir propostas para encerrar a violência na região, que já provocou a morte de 446 palestinos e 77 israelenses. Israel deve formular uma resposta ao relatório elaborado por Mitchell nos próximos dias.

Agencia Estado,

14 de maio de 2001 | 05h26

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