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Israel ataca Gaza com tanques e helicópteros

Helicópteros e tanques israelenses atacaram nesta segunda-feira o principal complexo governamental palestino na Cidade de Gaza, demolindo diversos prédios. A polícia, por sua vez, vasculhava a casa de um árabe-israelense acusado de tentar seqüestrar um avião israelense de passageiros que seguia para a Turquia.Na Cisjordânia, forças israelenses impuseram um toque de recolher num bairro de Ramallah e procuraram supostos militantes palestinos ao mesmo tempo em que autoridades israelenses aparentemente analisavam uma proposta para a anexação de enclaves judaicos em Hebron após uma emboscada que deixou 12 soldados e seguranças mortos na última sexta-feira.Mais tarde, um palestino disparou contra motoristas nos arredores da colônia judaica de Rimmonim, 20 quilômetros a nordeste de Jerusalém. Segundo militares, uma mulher israelense morreu no ataque.Apesar da violência mútua e de uma repentina e acirrada campanha eleitoral em Israel, prosseguiam as negociações sobreum plano euro-americano para encerrar o conflito no OrienteMédio, de acordo com um documento obtido pela AssociatedPress. Na Cidade de Gaza, helicópteros israelenses lançaram mísseiscontra o QG do Departamento de Segurança Preventiva, principalforça palestina, à medida que tanques e soldados entravam. Doisagentes palestinos de segurança e um cinegrafista da Reutersficaram levemente feridos, disseram médicos. Não há relatos demais vítimas. O Exército do Estado judeu alega que o local era utilizadopara "construir armas". Dezenas de morteiros e grandas,diversos mísseis antitanque e um míssil Qassem foram encontrados assim como equipamentos de soldagem e informações militares, disse o general de brigada Israel Ziv, comandante das forças israelitas em Gaza. O ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, disse que oataque "demonstrou a estreita conexão entre as forças desegurança da Autoridade Palestina e grupos terroristaspalestinos". Ziv disse que as forças israelenses decidiram atacar ocomplexo após a recente detenção de Yusuf Mukdad, suspeito deplanejar ataques contra israelenses. Após a prisão, segundo Ziv,"ficou claro que eles produziam uma grande quantidade de armase as entregavam ao Hamas, à Jihad Islâmica e outros" grupos. Rashid Abu Shabak, chefe do Departamento de SegurançaPreventiva em Gaza, visitou hoje os escombros do QG devastadopelos israelenses e negou que armas fossem construídas nolocal. "Todos os complexos palestinos de segurança dispõem deoficinas para o conserto de veículos. Eles considerarem estaoficina uma fábrica de armas não é nenhuma novidade", diz ele."A agressão da noite passada não foi apenas um ataque contrameu quartel-general, mas contra todo o povo palestino e oprocesso de paz." Gaza vinha sendo poupada de operações militares em largaescala por meio das quais Israel tomou o controle das principaiscidades da Cisjordânia. No entanto, líderes israelenses dizemque grupos militantes operam impunemente na Faixa de Gaza e emalgum momento o Exército do Estado judeu terá de enfrentá-los. Enquanto isso, Israel continuava analisando como responder auma emboscada realizada em Hebron na última sexta-feira, na qualhomens armados dispararam contra soldados que escoltavamreligiosos judeus. A emboscada resultou na morte de 12 soldadose seguranças. O primeiro-ministro Ariel Sharon, por sua vez, estariaanalisando uma proposta de ligar uma linha de enclaves judaicosda cidade e anexá-los ao assentamento de Kiryat Arba, medidaesta que poderia enfurecer muitos palestinos. O local fica numaárea de Hebron sob controle das forças israelitas. "O que o primeiro-ministro pediu para se examinar é a criaçãode uma área judaica que terá como objetivo dar mais segurançaaos habitantes judeus e reduzirá bastante a população árabe sobnosso controle", disse o ministro de gabinete Dan Naveh, umaliado de Sharon, nesta segunda-feira. No entanto, outros membros do governo falavam apenas emampliar a presença militar em Hebron para tentar dar maissegurança aos cerca de 450 colonos que vivem na tensa cidadehabitada por cerca de 130.000 palestinos. Em outro desdobramento, um grupo de palestinos foi proibido deviajar ao kibutz Metzer, onde pretendiam homenagear os moradoresda comunidade agrícola depois de um ataque contra o local terdeixado cinco mortos, inclusive duas crianças, na semanapassada. "Eles impediram nosso povo de apertar as mãos de pessoas quesofreram com esta terrível situação no outro lado", comentou olíder palestino Yasser Arafat. Ophir Chacham, um militar israelense, disse que o grupo pediupermissão para cruzar a fronteira apenas ontem e nenhuma decisãofoi tomada até o momento.

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