AFP PHOTO / Jaafar ASHTIYEH
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Israel ataca posições do Hamas no sul de Gaza após infiltração

Tensão na região disparou na semana passada com os protestos palestinos da Grande Marcha do Retorno e contra a transferência da embaixada americana para Jerusalém no dia 14; morre soldado israelense ferido na Cisjordânia

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2018 | 20h21

JERUSALÉM - A força aérea de Israel atacou posições do grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, neste sábado, 26, como resposta a uma infiltração ocorrida horas antes, na qual quatro palestinos lançaram uma bomba incendiária, segundo informou o Exército.

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Os infiltrados deixaram também um cartaz com a mensagem "Marcha do Retorno: voltando às terras da Palestina", segundo um comunicado militar.

Os soldados que chegaram ao local abriram fogo de advertência e os indivíduos voltaram ao lado palestino da cerca, sem que se tenha informado sobre feridos.

O Exército israelense afirmou que a operação de hoje foi uma das várias tentativas de infiltração ocorrida durante o fim de semana para danificar  a cerca e a infraestrutura de segurança e responsabilizou o Hamas, que considera uma organização terrorista, por qualquer ameaça vinda de Gaza.

Neste fim de semana, dúzias de coquetéis Molotov foram lançados da Faixa de Gaza, incendiando vários campos israelenses, segundo informou a emissora de televisão Hadashot.

Segundo a emissora no último mês 300 bombas incendiárias cruzaram a divisória e provocaram 100 incêndios.

A tensão na região disparou na semana passada com os protestos palestinos da Grande Marcha do Retorno e contra a transferência da embaixada americana para Jerusalém no dia 14 de maio.

A expectativa era que as manifestações - que começaram no dia 30 de março - terminassem em 15 de maio, dia em que os palestinos lembram a Nakba, a "catástrofe" que significou para eles a criação do Estado de Israel, há 70 anos.

No entanto, o movimento islamita Hamas convocou novas mobilizações até o dia 5 de junho, data em que explodiu a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Desde que se iniciaram os protestos, 116 palestinos morreram em consequência dos disparos de soldados israelenses, mais de 3 mil foram feridos por armas de fogo e, segundo fontes palestinas, há outros 6 mortos cujos corpos estão retidos pelo Exército israelense. 

Morte de soldado. Na Cisjordânia, território palestino ocupado, um soldado israelense gravemente ferido durante uma operação na quinta-feira para deter um palestino morreu neste sábado,  26, informou o Exército.

O sargento Ronen Lubarsky, integrante de uma unidade de forças especiais, morreu dois dias depois de ser atingido por uma pedra na cabeça, durante a operação militar na Cisjordânia, detalhou o comunicado.

A operação foi noturna, no campo de refugiados de Al Amari, na cidade de Ramallah, segundo fontes palestinas.

"A operação da qual (Lubarsky) participava tinha como objetivo a detenção de um grupo de ativistas envolvidos em ataques armados", informou o Exército, sem dar mais detalhes sobre se a operação teve êxito.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, expressou suas "profundas condolências" pela morte do militar. "As forças de segurança vão deter o terrorista e o Estado de Israel fará justiça", assegurou a declaração oficial. / EFE e AFP 

 

 

 

 

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