Israel aumenta pressão pelo desarmamento de palestinos

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, disse que o tempo para que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) comece a desarmar os militantes islâmicos está se esgotando. Ainda hoje, um grupo radical palestino, a Brigada dos Mártires Al-Aqsa, assumiu a responsabilidade pelo assassinato a facadas de um israelense que estava sentado com a namorada num banco na orla de Tel-Aviv. A situação levanta dúvidas sobre a manutenção de uma trégua de duas semanas que levou a uma diminuição significativa da onda de violência. O primeiro-ministro da ANP, Mahmoud Abbas - visto como moderado e apoiado por EUA e Israel -, resiste ao uso da violência para desarmar os grupos islâmicos, e tenta contê-los por meio da persuasão. Ele teme que uma eventual repressão desencadeie uma guerra civil. Abbas recentemente chegou a ameaçar romper com o presidente palestino, Yasser Arafat, mas ontem os dois reafirmaram sua aliança. Num sinal da crescente impaciência por parte de Israel, Shalom alertou nesta terça-feira que, se a ANP não agir em breve, "tudo vai explodir na nossa cara". Shalom disse que israelenses e palestinos têm um entendimento informal de que os palestinos tinham três semanas após o cessar-fogo para começar a desmantelar os grupos islâmicos. "Essas três semanas terminam no fim de semana", lembrou ele à Rádio do Exército de Israel. O ministro palestino de Exterior, Nabil Shaath, disse hoje que a ANP está comprometida com o cessar-fogo e trabalhará para que ele funcione.

Agencia Estado,

15 Julho 2003 | 19h08

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