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Israel bane partidos árabes de eleições

Para Comitê Eleitoral, grupos apoiam terrorismo e são contra o Estado

Gustavo Chacra, JERUSALÉM, O Estadao de S.Paulo

13 de janeiro de 2009 | 00h00

Os partidos árabes de Israel foram proibidos de participar das eleições parlamentares do dia 10. A decisão foi duramente criticada por árabes-israelenses, que classificaram a medida como racista e disseram que vão recorrer à Suprema Corte.Segundo o Comitê Central Eleitoral, que decidiu pela proibição, esses partidos são contra a existência de Israel e defendem grupos terroristas. Na guerra de 2006 no Líbano, ocorreram confrontos entre parlamentares árabes e israelenses.Os árabes de Israel são cidadãos com todos os direitos no país, mas reclamam de segregação e de que muitas instituições dão prioridade a judeus. Suas famílias vivem há séculos no que hoje é Israel e eles se sentem palestinos. Durante conflitos envolvendo Israel e árabes, eles se posicionam majoritariamente a favor dos últimos. Ao todo, os árabes-israelenses representam cerca de 20% dos 7 milhões de habitantes de Israel.Os parlamentares árabes Ahmed Tii e Jamal Zahalca, que são rivais políticos, se uniram para condenar a decisão. "Este é um julgamento político liderado por um grupo de fascistas e racistas que pretendem ver a Knesset (Parlamento de Israel) sem árabes. Eles pretendem ver o país sem árabes", disse Tibi. A medida foi apresentada por partidos ultranacionalistas, mas teve apoio da maioria dos 37 membros do comitê eleitoral.Os partidos árabes têm 7 da 120 cadeiras da Knesset. A proibição anunciada ontem não afeta os árabes que integram outros partidos. Tibi disse apelará à Suprema Corte, enquanto Zahalca afirmou que seu partido ainda não sabe que medida tomar. Nunca um partido árabe com representantes na Knesset fez parte de um governo, apesar de alguns árabes já terem integrado gabinetes.Em editorial publicado antes da decisão, o diário Haaretz afirmou que a proibição seria um erro, pois iria contra a democracia israelense e seria especialmente um erro durante a atual guerra, quando os "partidos árabes lutam de forma legítima contra a ofensiva" em Gaza.Os árabes-israelenses convivem bem com os judeus em algumas cidades de Israel, mas há problema em outras.

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