Reuters/Ibraheem Abu Mustafa
Reuters/Ibraheem Abu Mustafa

Israel bombardeia alvos do Hamas após ser atingido por balões incendiários

Primeiro ataque entre judeus e palestinos em duas semanas volta a testar força do cessar-fogo entre os territórios

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 06h03

JERUSALÉM — Pela primeira vez em duas semanas, Israel voltou a bombardear alvos do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza. O ataque ocorreu nesta sexta-feira, 02, em retaliação ao lançamento de balões incendiários contra seu território na noite de quinta. Não houve relatos imediatos de vítimas em nenhuma das ocasiões.

Em comunicado, o Exército informou que aviões de guerra destruíram um “local de fabricação de armas” no enclave palestino. A justificativa, segundo um porta-voz militar, é que o local seria usado pelo Hamas para pesquisar e desenvolver novos tipos de armamento. O texto reforçou que a ofensiva foi realizada "em resposta ao lançamento de balões contra o território israelense", algo que já havia desencadeado bombardeios em meados de junho.

Ontem, esses balões, lançados por militantes palestinos em Gaza, causaram quatro incêndios em comunidades de Israel, segundo informou a imprensa local. As chamas não causaram danos graves e foram rapidamente controladas. Com isso, os palestinos alegam que pretendem pressionar Israel a reduzir restrições impostas a Gaza, reforçadas durante o conflito de maio.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, chamou os ataques israelenses de "reação ostensiva", e disse que o movimento islamista está forçando o Estado judeu a "respeitar os direitos do povo palestino e retroceder em suas posições injustas". Após os ataques, o Egito e as Nações Unidas intensificaram os esforços de mediação, embora ainda não seja possível afirmar se esses eventos levarão a uma escalada mais ampla.

Os incidentes quebram a calma que prevalecia na área desde 17 de junho, última vez em que o frágil cessar-fogo entre judeus e palestinos havia minguado. Embora o bombardeio desta sexta ocorra em um momento de relativa trégua, a escalada de violência ocorrida em maio ainda é sentida na região. O conflito, que foi o mais sangrento desde a guerra de 2014, durou onze dias e deixou 255 mortos entre os palestinos e 13 em Israel./EFE e Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.