Israel bombardeia bunker em que podem estar líderes do Hezbollah

Jatos israelenses despejaram bombas na tarde desta quarta-feira em um bunker ao sul de Beirute onde, acredita-se, estejam líderes do Hezbollah, afirmaram fontes militares.Os oficiais afirmaram que uma esquadrilha de aviões de guerra atirou 23 toneladas de explosivos no bunker. As fontes, que falaram em condição de anonimato, disseram que membros do alto escalão do Hezbollah podem estar lá, incluindo o líder Hassan Nasrallah. O bunker se localiza na seção Bourj al-Barajneh do sul de Beirute.Israel disse que um dos objetivos da ofensiva no Líbano é eliminar líderes do Hezbollah.HistóricoNa última sexta-feira, Nasrallah disse, por meio de um comunicado transmitido por uma rede de TV libanesa, que seu grupo estava preparado para uma "guerra aberta" contra Israel, e prometeu ampliar o lançamento de foguetes contra o território hebreu. Uma hora antes, um bombardeio israelense atingiu sua residência e seu escritório.Com um tom desafiador, Nasrallah dirigiu-se aos israelenses dizendo: "vocês quiseram uma guerra aberta e nós estamos preparados para uma guerra aberta". A mensagem foi transmitida pela rede de televisão Al-Manar, pertencente ao Hezbollah.Ele repetiu a ameaça de atacar a cidade costeira israelense de Haifa e outras cidades mais ao sul. "Atingiremos Haifa e, acreditem em mim, iremos além de Haifa", ameaçou. "Nossas casas não serão as únicas que serão destruídas, nossas crianças não serão as únicas que morrerão", acrescentou Nasrallah.Há uma semana, sete soldados israelenses morreram e outros dois foram capturados após uma ofensiva do Hezbollah contra território israelense. Em represália, Israel bombardeou o Líbano e invadiu o país pela primeira vez em seis anos. A aviação e a Marinha israelense chegaram a lançar bombas numa área a 16 quilômetros de Beirute, usada como base de um grupo palestino. Com seu ataque o Hezbollah abriu uma segunda frente para o Exército de Israel, que desde o dia 25 mantém uma ofensiva aérea e terrestre na Faixa de Gaza.Matéria ampliada às 19h24

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.