MAHMUD HAMS/ AFP
MAHMUD HAMS/ AFP

Israel bombardeia Gaza após lançamento de foguete

Ataque aconteceu após o presidente israelense advertir o Hamas que poderia provocar uma 'guerra' se continuassem com o lançamento de balões incendiários

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 09h21

Aviões israelenses bombardearam a Faixa de Gaza na noite dessa terça-feira, 18, após o lançamento de um foguete a partir do território palestino em direção ao sul do Estado hebreu. De acordo com militares de Israel, um complexo militar do Hamas foi atingido durante a ofensiva aérea, mas nenhuma vítima foi registrada.

O ataque concretiza as ameaças feitas pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, que já havia advertido o Hamas sobre o lançamento de balões incendiários em direção ao território israelense. Segundo Rivlin, os atos terroristas poderiam "provocar uma guerra".

Apesar disso, novos balões e um foguete foram lançados na terça, provocando 40 focos de incêncio no sul de Israel, segundo bombeiros do país. Após o ataque, Israel respondeu com bombardeios a partir de jatos de combate e outros aviões, contra posições do Hamas, segundo o Exército. A investida aérea aconteceu pouco antes da meia-noite.

"Um complexo militar da organização terrorista Hamas foi atingido", afirma um cominicado das forças armadas israelenses. Nenhuma vítima foi registrada.

Há 12 dias, Israel responde com bombardeios e com um endurecimento do bloqueio contra o território palestino como represália. O lançamento de foguetes e balões incendiários, segundo autoridades israelenses, provocaram mais de 100 incêndios do outro lado da fronteira.

"O terrorismo que recorre a foguetes e balões é uma forma de terrorismo como qualquer outro", declarou Rivlin, durante uma visita aos bombeiros na zona de fronteira. "O Hamas deveria saber que isto não é um jogo. Chegará o momento em que terão que decidir... Se querem guerra, terão guerra", completou.

Desde 2008 Gaza foi cenário de três guerras entre Israel e os movimentos armados palestinos. Apesar da trégua decretada no ano passado, após a mediação da ONU, Egito e Catar, confrontos esporádicos acontecem entre os movimentos armados de Gaza, incluindo o Hamas, e Israel./ AFP

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