Israel bombardeia Ministério do Exterior palestino

Israel bombardeou nesta segunda-feira o prédio vazio do Ministério do Exterior palestino pela segunda vez em menos de uma semana, ação que classificou como um aviso ao grupo militante Hamas, que controla o governo palestino. O objetivo da ofensiva é ampliar a pressão para que os militantes que seqüestraram o cabo Gilad Shalit, no último dia 25, libertem o soldado.Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza em 28 de junho, após militantes ligados ao Hamas atacarem um posto militar, matando dois soldados e capturando Shalit. Como parte de sua campanha para libertar o soldado e parar com ataques com foguetes no sul de Israel, o Exército bombardeou prédios governamentais e atingiu militantes.Na semana passada, guerrilheiros libaneses do Hezbollah entraram na briga ao atacar uma patrulha militar no norte de Israel, matando oito soldados e capturando outros dois. Desde então, Israel vem fazendo uma campanha de duas frentes, continuando com sua ofensiva em Gaza enquanto ataca o Hezbollah no Líbano, que também atirou centenas de foguetes contra Israel.Soldado mortoNas batalhas em andamento na Cisjordânia, militantes mataram um soldado israelense e feriram seis outros nesta segunda-feira ao armar uma bomba próximo aos militares, que estavam executando uma prisão em Nablus. Centenas de palestinos se reuniram no local e celebraram o ataque. No último bombardeio ao Ministério do Exterior palestino, uma ala do prédio desabou e dezenas de casas próximas foram danificadas, ferindo nove pessoas.Israel se recusa a ter ligações com o governo palestino liderado pelo Hamas, grupo islâmico que jurou a destruição de Israel. O Estado judeu afirma que o ministro do exterior palestino, Mahmoud Zahar, do Hamas, usou seu edifício governamental "para planejar operações contra Israel". Tropas israelenses também entraram em confronto com militantes palestinos em Beit Hanoun, cidade ao norte de Gaza, matando dois e ferindo outros quatro.Na tarde desta segunda-feira, tanques israelenses se retiraram de áreas populosas de Beit Hanoun e se movimentaram em direção à fronteira, informaram residentes. Os moradores disseram que casas, fazendas e encanamentos de água foram destruídos. O Exército não comentou o incidente.

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