(AP Photo/Sami Shehada)
(AP Photo/Sami Shehada)

Israel bombardeia pontos da Faixa de Gaza após ataques do Hamas

Os ataques seriam os maiores contra a Faixa de Gaza desde 2014, e uma resposta a manifestações violentas na sexta-feira e ao lançamento de explosivos contra território israelense por parte do grupo radical islâmico Hamas

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2018 | 17h25

Militares de Israel dizem ter lançado o maior ataque contra a Faixa de Gaza desde 2014, em resposta ao lançamento de mísseis e granadas de morteiro contra o território israelense por parte de militantes do grupo radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Os bombardeios seriam uma resposta a atos de violência na fronteira. O Hamas respondeu aos ataques com lançamentos de mais de uma dúzia de morteiros contra Israel.

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Os aviões israelenses atacaram esconderijos de militantes na Faixa de Gaza e túneis usados pelo Hamas, enquanto palestinos lançaram foguetes contra Israel. Sirenes de alerta sobre ataque aéreo tocaram nas comunidades do sul de Israel no sábado em uma nova troca de tiros ao longo da fronteira entre Israel e Gaza. Duas pessoas foram mortas em Gaza e quatro foram feridas em Israel, segundo o jornal Haaretz.

Pelo menos 190 morteiros e foguetes foram disparados desde o território palestino ao Sul de Israel no sábado, e 37 desses lançamentos foram interceptados por defesas de mísseis. 

O embate foi a segunda troca de agressões na fronteira em 24 horas, logo depois que Israel bombardeou Gaza e instalações do Hamas. Entre os alvos estão túneis subterrâneos que militantes cavaram para se infiltrar em Israel e realizar ataques, e um local usado para preparar pipas e balões para ataques aéreos, disseram militares israelenses. 

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O país realizou o que o tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz das Forças Armadas Israelenses, qualificou de o maior ataque diurno contra o território, que é administrado pelo grupo terrorista Hamas, desde a guerra de 2014.  "Nossa mensagem ao Hamas é que podemos e aumentaremos a intensidade de nossos esforços conforme for necessário", disse ele. “O grupo passou dos limites.”

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, disse que a resposta imediata dos militantes aos ataques israelenses foi para dissuadir e “forçar o inimigo a deter a escalada a escalada dos ataques.”

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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que “o Exército israelense infligiu seu golpe mais duro desde a operação 'Margem Protetora’”, uma ofensiva em 2014 no enclave palestino. A escalada dos ataques de Israel ocorreu depois de manifestações particularmente violentas na sexta-feira na fronteira com a Faixa de Gaza. 

Na sexta-feira, 13, milhares de palestinos protestaram perto da fronteira de Gaza. Um palestino de 15 anos que tentou escalar a cerca para Israel foi morto a tiros.Mais tarde, os militares disseram que um oficial israelense sofreu ferimentos leves provocados por uma granada lançada contra ele.

Mais de 130 palestinos, a maioria desarmados, foram mortos por militares israelenses desde o início dos protestos a 30 de março.Israel garante que está a defender a sua fronteira soberana e acusa o Hamas de usar os protestos como cobertura para tentativas de invadir a cerca da fronteira e atacar civis e soldados.

Em comunicado, os militares argumentam que as atividades do Hamas “violam a soberania israelense, põe em perigo civis e sabotam os esforços humanitários de Israel que visam ajudar os civis de Gaza". / AFP

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