Israel cerca cidade libanesa que é reduto do Hezbollah

Tropas israelenses cercaram uma base do Hezbollah e jatos de guerra mataram seis pessoas em uma cidade no sul do Líbano nesta terça-feira, enquanto Beirute era bombardeada por novos ataques aéreos. Milicianos libaneses atiraram foguetes no norte de Israel, matando uma menina.Ao menos quatro explosões fortes foram ouvidas em Beirute, os primeiros ataques israelenses à cidade após dois dias de relativa calma.Segundo a rede de televisão árabe Al-Jazira, 20 mísseis israelenses atingiram a vizinhança de Dahiyah. Explosões ocorreram em seguida, mas nenhuma morte foi registrada.O Exército israelense afirmou que atingiu dez edifícios que serviam de abrigo a membros do Hezbollah, mas não deu mais detalhes.Descrevendo pela primeira vez os procedimentos da campanha israelense, o coronel Hemi Livni, alto comandante do Exército, disse que Israel deverá apenas cercar cidades e vilarejos libaneses próximos de sua fronteira, e não adentrar no interior do país. "A intenção é lidar com a infraestrutura do Hezbollah que está ao nosso alcance. Isso significa o sul do Líbano, nada além disso", disse o coronel. O Ministério da Saúde libanês informou que 369 civis foram mortos no conflito, excluindo os seis que foram mortos nesta terça-feira em um ataque aéreo. Vinte soldados também pereceram e, segundo o Hezbollah, 27 milicianos morreram, aumentando para 422 o número de libaneses mortos durante o conflito.Segundo Mohammad Nazal, um militante de alto escalão do Hamas que reside na Síria, os prisioneiros seqüestrados pelo Hamas e pelo Hezbollah só serão libertados caso haja a libertação de prisioneiros palestinos mantidos por Israel.Cerco a Bint JbailMilitares israelenses afirmaram que, nesta terça-feira, o Exército cercou Bint Jbail, a cerca de quatro quilômetros da fronteira com Israel, cidade com importância simbólica ao Hezbollah por ter sido um dos centros da resistência à ocupação israelense de 1982-2000.Forças israelenses invadiram algumas casas nos subúrbios da cidade desde o início do assalto, na segunda-feira, mas ainda não dominaram todo o território, informou uma autoridade que não quis se identificar.Acredita-se que mais de 200 militantes do Hezbollah protejam a cidade. Segundo a rede de televisão do grupo, a Al-Manar TV, os milicianos estão montando uma forte defesa contra as tropas de elite israelenses que tentam avançar sobre "bombardeio pesado".Em um ataque antes do raiar do dia, jatos israelenses destruíram duas casas vizinhas em Nabatiyeh, 25 quilômetros ao norte de Bint Jbail, cidade muito bombardeada nos últimos dias.Em uma das casas, um homem, sua esposa e seu filho foram mortos, informou a filha do casal, Shireen Hamza, que sobreviveu. Ela disse que três homens morreram na outra casa.Após o ataque, a garota ficou soterrada sob os escombros de seu lar por cerca de 15 ministos. Nesse meio tempo, ela gritou muito. "Só fiquei gritando, dizendo a meus pais para ficarem vivos até que a ajuda chegasse. Meu pai ficou falando ´shireen, fique acordada. Não desmaie." Ataques a IsraelAo menos 70 mísseis foram lançados contra o norte de Israel, e uma adolescente foi morta e três outras pessoas ficaram feridas na cidade árabe de Maghar. Um foguete lançado na cidade portuária israelense de Haifa atingiu um ônibus; outro acertou um hospital e outros dois explodiram próximos a outro hospital, ferindo cinco pessoas. Um homem infartou e morreu quando estava a caminho de um abrigo antibomba.Foguetes também atingiram as cidades de Kiryat Shemona, Nahariya, Tiberias, Acre e Safed. O número de mortes do lado israelense durante o conflito permanece em 43, incluindo 24 soldados e 19 civis, a maioria morta por mísseis do Hezbollah.No último dia 12, membros do grupo libanês Hezbollah mataram oito soldados israelenses e seqüestraram outros dois. Em represália, Israel vem realizando ataques diários no Líbano. Centenas de libaneses, na sua maioria civis, morreram desde então.Israel também realiza uma ofensiva em Gaza, que começou após o braço armado do Hamas ter capturado um soldado israelense em 25 de junho em um ataque próximo à fronteira.

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