AP Photo/Julie Jacobson, File
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Israel chama de 'delirante' versão sobre pedido de lealdade a Elton John

Produtor do show em Tel-Aviv diz que governo pediu declaração ao cantor britânico para autorizar entrada no país; ministério do Interior nega história e diz que analisa processo por difamação

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 15h50

JERUSALÉM - Israel chamou de "delirantes" as alegações de que teria pedido ao cantor britânico Elton John uma declaração de lealdade ao Estado de Israel antes de permitir sua entrada no país para um show.

Shuki Weiss, empresário que organiza apresentações em Israel, afirmou na segunda-feira que o ministério do Interior havia, a princípio, imposto como condição a declaração para entregar um visto a Sir Elton Hercules John.

"Há apenas duas semanas pediram a Elton John para assinar uma declaração de lealdade. (Depois) renunciaram a esta ideia insensata", disse, de acordo com a imprensa.

Ainda segundo os meios de comunicação, Weiss fazia referência a uma cláusula padrão em um formulário de solicitação do visto que estipula: "Declaro não ter atuado nunca contra a população judaica ou a segurança do Estado de Israel".

O ministério do Interior declarou que analisa a possibilidade de apresentar uma demanda por difamação.

"Estamos diante de um caso de mentira escandalosa, destinada a ser capa dos jornais em benefício de um promotor e às custas de um ministério", afirmou a porta-voz da pasta do Interior, Sabin Hadad.

"Nunca pedimos a um artista para assinar uma declaração assim, e acreditar o contrário é delirante", concluiu. A apresentação de Elton John está prevista para 26 de maio em Tel-Aviv. / AFP

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