Israel começa a investigar tragédia da 'Frota da Liberdade'

Comitê, que conta com dois observadores internacionais, convocará Netanyahu e o ministro da Defesa para depor

AP e Reuters, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2010 | 00h00

JERUSALÉM

O comitê israelense formado para investigar o assalto da Marinha de Israel em à Frota da Liberdade, ação que provocou a morte de nove ativistas turcos, reuniu-se ontem pela primeira vez. Formado por cinco pessoas, incluindo dois observadores internacionais, o grupo disse que pretende concluir as investigações o mais cedo possível.

De acordo com o chefe do comitê de investigação, o ex-ministro da Suprema Corte de Israel Jacob Turkel, o primeiro-ministro Binyamin "Bibi" Netanyahu será convocado pelos investigadores para prestar depoimentos. O ministro da Defesa de Israel, o trabalhista Ehud Barack, também será ouvido. Integram o comitê, embora sem direito a voto, o político irlandês e Nobel da Paz David Trimble e o jurista canadense Ken Watkin.

Nova flotilha. Também ontem, a organização turca que coordenou a flotilha anunciou que enviará, no próximo mês, mais embarcações para a Faixa de Gaza. A Fundação pelos Direitos Humanos, Liberdade e Ajuda Humanitária (IHH, na sigla em turco) disse a parlamentares europeus ter mais seis embarcações prontas para zarpar rumo a Gaza com ajuda humanitária. Israel acusa o grupo de apoiar o grupo palestino Hamas e de simpatizar com a Al-Qaeda.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, anunciou ontem que o bloco pretende enviar uma missão naval a Gaza. O objetivo da iniciativa seria aliviar o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.

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