REUTERS/Corinna Kern
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Israel começa a reabrir bares e restaurantes após vacinar mais de 50% do país

Campanha de imunização rápida, com quase 5 milhões de pessoas inoculadas com a primeira dose da vacina da Pfizer e quase 4 milhões também com a segunda dose, foi essencial para o avanço da desaceleração

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2021 | 10h05

JERUSALÉM - Com mais de 50% de sua população imunizada com pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, Israel começou a reabrir bares e restaurantes. Desta forma, o país dá o passo mais importante na fase pós-vacinação, com a reabertura desses estabelecimentos, o relaxamento de restrições e retorno às salas de aula das universidades, entre outras medidas que priorizam os imunizados contra o novo coronavírus.

Os restaurantes de Israel, por exemplo, poderão receber clientes que apresentam o chamado "passe verde", concedido a quem se recuperou da doença ou já recebeu a segunda dose, pelo menos uma semana atrás.

A ocupação não pode ultrapassar 75%, e aqueles que não apresentarem o certificado necessário para entrar podem sentar-se nas mesas ao ar livre. 

A partir deste domingo, também podem ser abertos os salões de eventos culturais, limitados a 50% de sua capacidade e só acessados por quem tem o passe verde e um percentual limitado de pessoas que apresentam exames negativos para o novo coronavírus

Volta às aulas

Além dos estudantes universitários, os alunos de 11 a 14 anos que frequentam escolas nas cidades do país classificadas como verdes ou amarelas também poderão retornar às aulas com base em suas baixas taxas de infecção e vacinação, enquanto os alunos de instituições religiosas somente poderão voltar às aulas presenciais se tiverem o passe verde.

Cultos religiosos

Os locais de culto também podem receber fiéis que apresentem este certificado, embora em quantidades limitadas. Aqueles que aceitarem receber pessoas que não possuem o passe verde terão limites mais rígidos e não poderão acomodar mais de 20 pessoas em ambientes internos e 50 externos. 

Outros locais

Estádios e auditórios estão liberados para receber mais gente, com limites entre 500 e 1.500 pessoas dependendo da sua capacidade e se estão abertos ou fechados. 

Finalmente, os novos regulamentos também se estendem à entrada e saída de passageiros pelo Aeroporto Internacional Ben Gurion, que tem operado de forma muito limitada desde o fim de janeiro e poderá receber até 1 mil cidadãos israelenses por dia a partir deste domingo, um número que nos próximos dias deve aumentar para 3 mil. 

Dessa forma, Israel elimina quase completamente as restrições implementadas durante o terceiro bloqueio, que durou seis semanas desde o fim de dezembro e vem diminuindo lentamente desde meados de fevereiro. 

A campanha de vacinação rápida do país, com quase 5 milhões de pessoas inoculadas com a primeira dose da vacina da Pfizer e quase quatro milhões também com a segunda dose, foi essencial para o avanço da desaceleração. 

Nas últimas semanas, Israel, com pouco mais de 9 milhões de habitantes, registrou uma queda acentuada no número de infecções e pacientes em estado grave, e atualmente tem pouco mais de 40 mil casos ainda ativos, de um total de 800 mil identificados desde o início de a pandemia. / EFE

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