Israel condena extremista judeu

Uma corte israelense condenou um colono judeu da Cisjordânia por filiação a um grupo extremista que matou oito palestinos, inclusive um bebê, informaram autoridades locais. A polícia acredita que o grupo Bat Ayin promoveu diversos atentados, inclusive uma emboscada, em julho de 2001, contra um carro que resultou no assassinato de três palestinos. Apesar de diversos extremistas judeus terem sido detidos no decorrer das investigações, a maioria foi libertada por falta de evidências. Nesta quarta-feira, a Corte Distrital de Jerusalém condenou Shahar Dvir-Zeliger por pertencer a uma organização terrorista, apesar de a polícia aparentemente não o ter conectado diretamente aos assassinatos. A sentença será divulgada numa data ainda indefinida. "Os casos de assassinato ainda estão abertos", salientou Dan Eldar, promotor público responsável pelo caso. "As forças de segurança continuam com seus esforços para solucionar esses crimes." O Bat Ayin faz parte de uma nova organização clandestina judaica cujo objetivo é atacar os palestinos e os cidadãos árabes de Israel, resumiu Eldar. No ano passado, três membros do grupo foram condenados por um atentado contra uma escola palestina em Jerusalém Oriental que deixou uma professora e quatro crianças feridas.

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