Israel confirma aumento da ajuda militar americana

O auxílio, 25% maior que o atual, é anunciado após acordo de venda de armas dos EUA para Arábia Saudita

Efe, Jerusalém, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2030 | 00h00

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, confirmou ontem que os Estados Unidos planejam um aumento significativo em ajuda militar a Israel nos próximos dez anos. O anúncio aconteceu um dia depois de dois jornais norte-americanos publicarem reportagem afirmando que o governo de George W. Bush estaria preparando um grande acordo de venda de armas para a Arábia Saudita e outros países da região, no valor de US$ 20 bilhões, por causa de preocupações de Washington com o programa nuclear iraniano. O auxílio a Israel irá somar mais de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões), o que significa um aumento de 25% no valor atual, que é de US$ 2,4 bilhões (R$ 4,6 bilhões) por ano. Segundo fontes do gabinete do primeiro-ministro citadas pelo jornal israelense Haaretz, a Casa Branca ofereceu esse aumento para convencer Israel a apoiar o fornecimento de armas - incluindo tecnologia avançada - a Riad. "Não há dúvida de que representa uma melhora significativa no orçamento da Defesa", disse o premiê israelense, no início da reunião semanal de ministros, em Jerusalém. Olmert afirmou ainda que a quantia foi estipulada durante sua última reunião particular com o presidente norte-americano, e descreveu a ajuda como um elemento importante para a segurança de Israel e um sinal do comprometimento americano em manter a "vantagem do Exército israelense sobre países árabes". "Nós entendemos a necessidade dos Estados Unidos de ajudar os países árabes moderados que estão na mesma frente com os americanos e conosco na luta contra o Irã, e por outro lado nós apreciamos o apoio renovado e reforçado para o Exército israelense e nossa vantagem de segurança", disse o primeiro-ministro. REFORÇO Citando "funcionários de alto nível" do governo, os jornais The New York Times e Washington Post afirmaram no sábado que a venda de armas à Arábia Saudita e a outros cinco países que integram o Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico tem o propósito de resistir ao poder e à influência do Irã no Oriente Médio. Os funcionários consultados pelo Post disseram que "o fim comum dos acordos de ajuda militar e das vendas de armas é reforçar os países pró-ocidentais contra o Irã, num momento em que o regime de linha dura iraniano procura estender seu poder". Ainda segundo a publicação, as propostas serão anunciadas hoje, ao mesmo tempo em que a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e o secretário de Defesa, Robert Gates, iniciam uma visita de três dias à região.

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