Ali Ali/Efe
Ali Ali/Efe

Israel confirma morte de Ahmed Jabari e diz ser início de uma operação

Porta-voz do Exército não explicou se operação 'Coluna de defesa' será duradoura ou se haverá incursões terrestres

Efe

14 Novembro 2012 | 15h04

TEL-AVIV - O Exército israelense confirmou nesta quarta-feira, 14, o ataque em que morreu Ahmed Jabari, chefe do braço armado do Hamas, e advertiu que se trata do início de uma operação militar mais ampla contra os grupos islamitas palestinos Hamas e a Jihad Islâmica. "Atingimos um veículo onde estava Ahmed Jabari, nascido em 1960, e um dos líderes do braço armado do Hamas", declarou a tenente-coronel Avital Leibovitz, porta-voz militar, por telefone.

 

"Ele esteve envolvido no acordo (que pôs fim à captura do soldado israelense Gilad) Shalit e tinha muito sangue em suas mãos", acrescentou. A porta-voz afirmou que a ação, realizada na Cidade de Gaza, faz parte de uma operação bélica autorizada pelo chefe do Estado-Maior, Benny Gantz, contra alvos na Faixa de Gaza, em particular do Hamas e da Jihad Islâmica. "O objetivo é, em primeiro lugar, minimizar os danos e proteger o povo israelense e, em segundo, atacar as capacidades dessas organizações terroristas", detalhou Avital.

 

A tenente-coronel acrescentou que o Comando da Retaguarda do Exército Israelense, encarregado da Defesa Civil, está preparado para qualquer "orientação relevante para a população" e ressaltou que a nova ofensiva ocorre após vários meses de ataques com foguetes disparados pelas milícias de Gaza contra solo israelense. Ela não especificou se a nova operação, batizada "Coluna de defesa" se estenderá no tempo ou se nela tomarão parte forças terrestres além da aviação. "Trata-se de uma operação limitada", acrescentou, antes de afirmar que o ataque de nesta quarta-feira "é o início".

 

O porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al-Qedra, confirmou a morte de Ahmed Jabari, comandante do braço armado do Hamas, as Brigadas Izz el-Deen Al-Qassam, vítima de um projétil disparado por um equipamento de combate israelense quando circulava em seu veículo pelas ruas da cidade de Gaza.

 

No ataque morreu um segundo ocupante do carro, que ficou completamente carbonizado. O assassinato acontece pouco após Israel e as milícias na faixa palestina acordarem um frágil cessar-fogo de menos de 24 horas, após uma espiral de violência mútua que durante o fim de semana matou seis palestinos e causou ferimentos a outros 30, além de ferir oito israelenses.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.