Israel confirma que líder do Hamas "está na mira"

Israel reiterou que Khaled Mashaal, líder do movimento islâmico Hamas refugiado há anos em Damasco, é um alvo potencial devido à sua implicação pessoal no seqüestro do soldado israelense Guilad Shalit no domingo e em outros ataques."É decididamente um possível alvo e está na nossa mira", afirmou nesta quarta-feira o ministro da Justiça de Israel, Haim Ramon, um dos homens de confiança do chefe do governo, Ehud Olmert.Ramon disse à rádio militar que Mashaal deu a ordem para as milícias palestinas atacarem a base de Telem, junto à fronteira com Gaza, onde seqüestraram o soldado Shalit. Israel já tentou assassinar Mashaal em 1997 na Jordânia. A operação fracassou porque dois dos agentes foram detidos pela segurança jordaniana.Ramon pediu à comunidade internacional que pressione a Síria para expulsar Mashaal, chamado de "criminoso de guerra" pelo vice-primeiro-ministro israelense, Shimon Peres. "Mashaal quer comandar o povo palestino de Damasco", disse o veterano político israelense.Segundo os serviços de inteligência israelenses, Mashaal dá as ordens ao braço armado do Hamas, os batalhões de Izadin Qassam, e bloqueia qualquer iniciativa do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniye, de conseguir a libertação do soldado israelense.Israel lançou nas últimas horas uma ofensiva na Faixa de Gaza, bombardeando três pontes e uma central elétrica. Sem eletricidadeDois terços dos habitantes da Faixa de Gaza, cuja população chega a 1,4 milhão de pessoas, estão sem eletricidade desde que a aviação israelense destruiu as instalações da Companhia Central Palestina, que distribui energia no território.O restante da população, servido pela Corporação de Eletricidade de Israel, ainda recebe o serviço, disseram hoje fontes ligadas à Autoridade Nacional Palestina (ANP).Por enquanto, a existência de combustível permite alimentar geradores de eletricidade. Mas a passagem fronteiriça de Karni, por onde Gaza é abastecida de mercadorias vindas de Israel, está fechada. Não se sabe o volume de combustível armazenado.O bombardeio da usina palestina faz parte da operação Chuvas de Verão, lançada durante a madrugada pelo Exército israelense. Funcionários da Companhia de Eletricidade avaliam que as obras para retomar o serviço podem durar de um a dois meses.

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