Israel confisca território palestino na Cisjordânia para legalizar colônia

Pelo menos 19 hectares foram ocupados, pois são consideradas 'terras do Estado'

08 de julho de 2011 | 09h30

JERUSALÉM - Israel teria confiscado 19 hectares de território palestino na localidade de Karyut, na Cisjordânia, para legalizar a incipiente colônia judaica de HaYovel, informou nesta sexta-feira, 8, a organização israelense de direitos humanos Shalom Achsav (Paz Agora).

 

A ordem da Administração Civil (corpo militar israelense que administra a ocupação dos territórios palestinos) foi emitida no último domingo e declara territórios palestinos como "terras do Estado", usando para isso uma legislação que permite fazê-lo com terras que não estiverem sendo cultivadas.

 

É a primeira vez em três anos que o governo liderado por Benjamin Netanyahu leva a cabo uma medida similar. "A ordem tem como objeto possibilitar a legalização do assentamento ilegal de HaYovel e da estrada que leva a ele, e acontece mesmo com o pedido da Shalom Achsav e de outras organizações contra as casas do assentamento", assegura a ONG em comunicado.

 

Compromisso antigo

 

A organização lembra que "o primeiro-ministro Netanyahu declarou repetidamente que o governo manteria os compromissos feitos pelos executivos israelenses anteriores, o que inclui a promessa de não confiscar mais terras para a expansão dos assentamentos".

 

Os ex-premiês Ariel Sharon e Ehud Olmert se comprometeram com a Casa Branca a frear a prática da desapropriação de terras, enquanto Netanyahu também fez pública sua intenção de não construir novos assentamentos, lembra hoje o diário israelense Haaretz.

 

A colônia de HaYovel está construída em terrenos privados de palestinos, segundo o relatório sobre assentamentos preparado em 2005 pela advogada israelense Talía Sasson.

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