Israel congela plano de paz em resposta a atentados

Dois adolescentes palestinos executaram dois atentados suicidas a bomba que mataram dois israelenses e abalaram a frágil trégua no Oriente Médio. Em resposta, Israel anunciou que congelará a implementação de um roteiro para a paz na região até que toda violência seja suspensa. O grupo islâmico Hamas e as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa enviaram os jovens homens-bomba. Um deles detonou os explosivos atados ao corpo em um supermercado de Rosh Haayin, um bairro de Tel-Aviv. O outro agiu em uma parada de ônibus em frente ao assentamento judaico de Ariel, cerca de 18 quilômetros a leste, dentro da Cisjordânia.Israel qualificou os atentados como uma prova de que o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e seu chefe de segurança, Mohammed Dahlan, estão se esquivando de suas obrigações com o roteiro para a paz, que exige o desmantelamento dos grupos militantes. "Israel não poderá continuar com o processo (de paz), apesar de seu forte desejo, se o terrorismo não cessar por completo e a Autoridade Palestina não cumprir suas obrigações", disse o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pouco depois dos atentados. Mais tarde, em Jerusalém, Sharon disse que "não pode haver paz com terrorismo" e, enquanto os militantes não forem desarmados, "será impossível prosseguir".No entanto, uma fonte ligada aos serviços israelenses de segurança garantiu que o Exército do Estado judeu não promoverá nenhuma retaliação em grande escala contra os palestinos, numa aparente tentativa de evitar a culpa pelo eventual colapso do roteiro para a paz.

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