Israel considera estender barreira na Cisjordânia

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, está analisando a possibilidade de aumentar a extensão de uma barreira na Cisjordânia para incluir duas colônias judaicas que foram excluídas do projeto inicial, disse seu gabinete nesta quarta-feira. O jornal Haaretz informou que Olmert já havia decidido colocar a barreira em volta dos assentamentos de Nili e Na´aleh, uma extensão que deve separar 17 mil palestinos que moram perto da área do resto da Cisjordânia ocupada. Miri Eisin, uma porta-voz do premiê, negou que Olmert já havia se decidido. Ela disse que "tudo o que (Olmert) havia pedido era para revisar a linha" onde o muro passaria perto dos dois assentamentos, localizados cerca de 5 quilômetros adentro da Cisjordânia. Um comunicado emitido pelo gabinete de Olmert dizia que quando autoridades de segurança analisassem a questão, esta seria levada ao gabinete. Os dois assentamentos têm uma população conjunta de 1.500 pessoas. Palestinos classificam a barreira como uma terra tirada à força que pode prejudicar a construção de seu Estado no espaço capturado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Até agora, Israel construiu cerca da metade dos planejados 670 quilômetros da barreira - a maior na Cisjordânia desde 2002. O argumento do Estado judeu é que suas cercas e muros de concreto são necessários para impedir que militantes suicidas ataquem suas cidades.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.