Israel construirá mais 300 casas na Cisjordânia

O primeiro-ministro de Israel ordenou nesta quarta-feira a construção de mais 300 residências num assentamento na Cisjordânia, medida que tem como objetivo aplacar a raiva dos colonos após o veto parlamentar a uma lei que manteria em pé um assentamento ilegal.

AE, Agência Estado

06 de junho de 2012 | 16h08

Netanyahu está às voltas com uma crise doméstica sobre o assentamento no posto avançado de Ulpana. A Suprema Corte ordenou que os cinco prédios de apartamentos sejam demolidos até 1º de julho, após determinar que eles foram construídos em terras palestinas privadas.

O premiê disse que vai respeitar da decisão, mas colonos judeus e seus aliados no governo Netanyahu prometeram resistir à ordem judicial.

A decisão de construir as novas residências foi anunciada pouco depois de o Parlamento ter rejeitado uma tentativa dos radicais de evitar a demolição de Ulpana. A proposta era uma tentativa de manter intactos os prédios, que abrigam 30 famílias, e indenizar os proprietários das terras. Mas, sob pressão de Netanyahu, o Parlamento vetou a medida por 69 votos a 22.

Netanyahu se opôs ao projeto, afirmando que ele seria revogado pela Suprema Corte e geraria duras críticas internacionais.

Para conter a ira dos colonos, Netanyahu apresentou uma outra solução. Em vez de demolir os prédios, ele planeja removê-los para o assentamento de Beit El, que fica nas proximidades, e também prometeu construir mais 300 casas em Beit El.

"Israel é uma democracia que respeita a lei e, como primeiro-ministro, eu sou obrigado a preservar a lei e os assentamentos e eu digo que não há contradição entre os dois", declarou o premiê.

"Esta fórmula fortalece os assentamentos", acrescentou ele. "O tribunal tomou sua decisão e nós a respeitamos. Em paralelo, Beit El será expandido. As 30 famílias ficarão em Beit El e receberão a companhia de mais 300 novas famílias." As informações são da Associated Press.

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