Israel contraria EUA e diz que não para assentamentos

O governo israelense informou hoje que continuará erguendo casas em assentamentos na Cisjordânia, o que contraria uma exigência direta dos Estados Unidos pelo fim das construções. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse ontem que os EUA querem que as construções nos assentamentos sejam interrompidas, inclusive seu "crescimento natural". Israel insiste que necessita seguir erguendo casas para abarcar o aumento das famílias que já vivem nesses locais.

AE-AP, Agencia Estado

28 de maio de 2009 | 11h49

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, respondeu que "é preciso permitir que a vida normal nessas comunidades continue". Regev confirmou que isso significa que algumas obras continuarão, nos assentamentos já existentes. A mais recente divergência com Washington ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, se reúne com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na Casa Branca. Abbas já adiantou que os assentamentos serão prioridade para ele na conversa de hoje.

O novo governo norte-americano tem sido mais explícito em suas críticas contra a política de assentamentos de Israel do que o de George W. Bush. Apesar disso, Regev indicou que o destino dos assentamentos já existentes deve ser decidido apenas em negociações de paz entre israelenses e palestinos. Regev afirmou que Israel havia se comprometido a não construir novos assentamentos e a derrubar os não autorizados na Cisjordânia.

Os EUA e boa parte do mundo consideram os assentamentos um obstáculo para a paz, pois foram construídos em territórios que os palestinos querem como parte de um futuro Estado palestino. Mais de 280 mil colonos judeus vivem entre mais de 2 milhões de palestinos na Cisjordânia.

Conflito

O grupo militante e partido palestino Hamas anunciou hoje que um de seus altos comandantes foi morto por forças israelenses em Hebron, na Cisjordânia. Os militares de Israel afirmaram que a vítima foi cercada e recebeu ordem para se render, mas reagiu com tiros.

Israel afirma que Abed Majid Daodin, de 45 anos, recrutou e determinou missões para homens-bomba. Entre os ataques que teriam envolvimento dele estão duas explosões de ônibus, em 1995, que mataram um total de dez israelenses e feriram mais de cem. Daodin foi preso pela Autoridade Palestina após os atentados, mas foi solto depois do início da violência entre palestinos e israelenses em 2000, na chamada Segunda Intifada.

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