Israel convoca reservistas e prepara toda a população para a guerra

Possibilidade de ataque químico da Síria coloca governo israelense em estado de alerta

28 de agosto de 2013 | 23h17

TEL-AVIV - Israel ordenou nesta quarta-feira a convocação de mil reservistas e fortaleceu suas defesas de mísseis como precaução contra um eventual ataque do governo sírio, caso o Ocidente decida cumprir as ameaças de combater a ditadura de Bashar Assad. Os cidadãos israelenses fizeram filas para receber máscaras antigás, preparando-se para um possível bombardeio químico vindo da Síria.

Em uma reunião do gabinete de segurança do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, a probabilidade de Israel ser alvo de um ataque sírio foi considerada pequena - segundo uma autoridade israelense.

"Depois de uma avaliação de segurança realizada nesta quarta-feira não há razão para uma mudança na rotina", afirmou Netanyahu, em comunicado. "Estamos, paralelamente, nos preparando para qualquer cenário. Isso inclui, além da convocação de soldados da reserva e da distribuição das máscaras antigás, o envio de um escudo antimísseis para o norte, nas proximidades da fronteira síria", disse uma autoridade israelense.

A Rádio Israel afirmou que a mobilização de centenas de militares das áreas de inteligência e defesa aérea foi autorizada. Nenhuma movimentação especial, porém, ou exercício de tropas foi ordenado. No entanto, baterias adicionais do sistema Domo de Ferro foram enviadas à região próxima da fronteira com a Síria, informaram funcionários da Defesa. Israel usa mísseis Patriot para deter foguetes de médio alcance.

Em cidades de todo o país, israelenses foram a centros públicos para obter máscaras antigás. Sivan Yehieli, presidente do comitê de resposta civil emergencial nas comunidades próximas à fronteira com a Síria e com o Líbano, disse à rádio do Exército que as localidades da região estão preparando seus abrigos antibomba para possíveis ataques e treinando os estudantes nas rotas de fuga para esses locais.

"Os cidadãos precisam estar tão preparados quanto o Exército", disse Yehieli. "Não queremos ser surpreendidos." / REUTERS e AP

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