
AE, Agência Estado
01 Janeiro 2012 | 16h09
Para a ex-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tipzi Livni, "isso foi uma ofensa terrível contra a memória das vítimas do Holocausto, tanto seculares como ultraortodoxas, que foram forçadas a usar a estrela amarela nos guetos ou a caminho de seu próprio extermínio, e não há manifestação neste mundo que justifique isso".
O Memorial Yad Vashem, que homenageia as vítimas do Holocausto, qualificou o uso dessas imagens por judeus como "uma desgraça". Já a Reunião Americana de Sobreviventes do Holocausto e Seus Sobreviventes divulgou comunicado dizendo que "nós, que testemunhamos os crimes nazistas e sobrevivemos a eles, estamos particularmente ofendidos pelo fato de os manifestantes terem usado crianças, descaradamente, nessa ofensa pública. Eles insultaram a memória de todas as vítimas judias, inclusive aquelas que eram ultraortodoxas".
Ontem à noite, milhares de judeus ultraortodoxos fizeram uma manifestação para defender seu modo de vida, que inclui práticas como a segregação de mulheres, obrigadas, por exemplo, a andar em calçadas separadas das dos homens.
Os ultraortodoxos tornaram-se alvos de fortes críticas por parte da maioria da sociedade israelense nas últimas semanas, depois de a imprensa, tanto dentro de Israel como fora, dar destaque a algumas ações de integrantes dessa corrente religiosa, como cuspir em meninas que iam para a escola sem estarem vestidas de forma suficientemente "modesta", ou exigir que mulheres se sentassem nos últimos bancos de um ônibus, separadas dos homens. As informações são da Associated Press.
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