Foto: REUTERS/Ronen Zvulun
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Israel dá início a ensaio clínico inédito com a quarta dose de vacina contra a covid-19

A ação do Hospital Sheba faz parte de um estudo com 6 mil pessoas que pretende verificar a eficácia e a necessidade de mais um reforço do imunizante para controlar a infecção pelo Sars-CoV-2 e suas variantes

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2021 | 15h12
Atualizado 27 de dezembro de 2021 | 18h29

JERUSALÉM- O hospital Sheba de Israel, próximo de Tel-Aviv, começou nesta segunda-feira, 27,a aplicar uma quarta dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer em seis mil pessoas, incluindo 150 profissionais da saúde. A ação faz parte de um estudo clínico inédito que pretende verificar a eficácia e a necessidade de mais um reforço do imunizante para controlar a infeccção pelo Sars-CoV-2 e suas variantes. 

O Sheba Medical Center afirmou que seu teste lançaria luz sobre a eficácia de uma quarta dose e ajudaria os tomadores de decisão a definir políticas de saúde em Israel e no exterior.

Israel confirmou 1.118 casos da Ômicron, variante de rápida disseminação, com o número de pessoas infectadas dobrando a cada dois dias. Um painel de especialistas do Ministério da Saúde israelense recomendou a aplicação de uma quarta dose da Pfizer nos seus cidadãos idosos (com 60 anos ou mais) que receberam uma injeção de reforço há pelo menos quatro meses.

Nachman Ash, diretor-geral do ministério, ainda não aprovou o reforço diante do debate público para checar se há informações científicas suficientes disponíveis para justificar uma nova dose. 

De acordo com jornais israelenses, Ash deve tomar uma decisão ainda nesta semana. A imprensa também diz que Naftali Bennett, primeiro-ministro, pretendia começar a aplicação das doses adicionais o mais rápido possível, mas reconheceu que o diretor-geral do ministério tem a palavra final sobre o assunto.

O hospital não disse quanto tempo vão durar os exames. "Vamos examinar o efeito da quarta dose sobre o nível de anticorpos e morbidade e avaliar sua segurança", disse Gili Regev-Yochay, diretor do estudo, segundo a agência. "Vamos entender se vale a pena administrar uma quarta dose e a quem."

Os 150 profissionais da área médica de Sheba que participarão do teste receberam injeções de reforço antes de 20 de agosto./REUTERS

 

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