Israel dá prazo de 24 horas para Arafat

O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, anunciou hoje, um dia após um atentado suicida em Tel-Aviv que deixou 18 mortos e pelo menos 90 feridos, que está disposto a fazer o possível para alcançar um "imediato e incondicional cessar-fogo". Entretanto o governo israelense considerou insuficientes as palavras de Arafat, e, depois de uma reunião de emergência, deu um prazo de 24 horas para que o líder palestino comprove concretamente sua vontade de cessar-fogo, informou a Rádio Israel. No final da reunião - fato inédito no sábado, dia santo judeu -, o gabinete disse considerar o chefe da Autoridade Palestina (AP) diretamente responsável pelo atentado da sexta-feira à noite, o mais sangrento dos últimos cinco anos, e por outros ataques terroristas. Arafat formou "uma coalizão de terrorismo" nas áreas sob seu controle, disse o gabinete. Tal acusação é a mais severa contra o líder palestinos em oito meses de combates. Segundo fontes do governo, Arafat terá de impor o cessar-fogo entre seus efetivos, confiscar as armas clandestinas das organizações paramilitares e entregá-las aos EUA para que sejam destruídas. O gabinete israelense também anunciou o cancelamento da trégua unilateral que havia declarado na semana anterior. Israel ainda impediu o uso do aeroporto palestino em Gaza, bloqueando Arafat em Ramallah. Vários ministros disseram que Israel não tem planos de atacar Arafat de forma direta ou de recapturar as áreas sob controle palestino. Entretanto, na Cisjordânia e Faixa de Gaza, a AP ordenou a seus funcionários que fossem para casa, temendo ataques aéreos israelenses, e aconselhou as pessoas que moram perto do prédio da inteligência palestina a deixarem suas casas. Os tanques israelenses entraram em território controlado pelos palestinos no norte da Faixa de Gaza pela primeira vez desde que Sharon anunciou, há 11 dias, uma trégua unilateral.

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