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Israel debate hoje trégua unilateral

Após encontro ontem entre Tzipi e Condoleezza em Washington, ministros devem aprovar cessar-fogo nesta noite

Gustavo Chacra, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

Israel pode anunciar hoje um cessar-fogo unilateral. Doze ministros votarão nesta noite em Jerusalém um plano para suspender a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. Em Israel, a operação - que em 20 dias deixou mais de 1.150 palestinos mortos, metade deles civis, segundo a ONU - é considerada uma vitória."Esperamos que este seja o ato final", afirmou Mark Reguev, porta-voz do premiê Ehud Olmert. A sinalização israelense aconteceu após encontro entre a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e a chanceler de Israel, Tzipi Livni, em Washington. As duas chegaram a um acordo para que os americanos forneçam assistência técnica para o Egito combater o contrabando de armas destinadas ao Hamas e envie até mesmo observadores para a fronteira entre a Gaza e o território egípcio. Franceses, britânicos e alemães também fariam parte da missão.Para completar o acordo, Olmert pretende se reunir amanhã com os presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para tentar estabelecer mecanismos de vigilância do lado palestino da fronteira. Os israelenses não devem se pronunciar sobre o fim do bloqueio ao território, imposto em 2007, e tampouco sobre a retirada de suas tropas - as duas principais exigências do Hamas para um cessar-fogo.Apesar da iminente trégua unilateral, soldados israelenses e militantes islâmicos mantiveram os combates ontem. Caso a votação de hoje confirme o fim da ofensiva, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá tomar posse sem ter de lidar imediatamente com uma guerra generalizada entre israelenses e palestinos. O momento também é chave na política interna de Israel, já que Tzipi, do partido de centro Kadima, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, dos trabalhistas, são candidatos na eleição parlamentar, marcada para o dia 10.REGIÃO RACHADAA guerra fria do mundo árabe foi marcada ontem por duas cúpulas rivais envolvendo países e grupos diferentes. O Catar havia convocado todos os árabes para se reunirem em Doha, mas o encontro foi boicotado por Egito, Arábia Saudita e Jordânia, que enviaram representantes para outra reunião no Kuwait.O encontro no Catar teve como figuras mais importantes o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, e o líder do Hamas no exílio, Khaled Meshal. Mesmo sem serem árabes, os iranianos, que são persas, lideram os países não-alinhados aos EUA no Oriente Médio e são o principal aliado do grupo palestino que controla GazaJá os países reunidos em Doha consideram a ação de Israel desproporcional. A Turquia, sempre moderada, fez duras críticas aos israelenses. Catar e Mauritânia, que têm relações incipientes com Israel, congelaram os laços com Tel-Aviv.

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