Israel decreta emergência na fronteira com Egito

O Ministério de Assuntos Exteriores de Israel e várias agências de viagem locais declararam estado de emergência após os atentados registrados nesta segunda-feira na Península do Sinai, no Egito, que deixaram pelo menos 22 mortos e 150 feridos. O diretor do posto fronteiriço de Taba, ponto de passagem para os israelenses que seguem em direção à península,confirmou nesta segunda-feira que na última semana cerca de 25 mil israelenses cruzaram a fronteira. A polícia israelense e a Estrela de Davi Vermelha decretaram nível 3 de emergência na cidade fronteiriça de Eliat, e agora se preparam para receber os israelenses feridos ou qualquer outro cidadão que as autoridades egípcias transferirem. O serviço de resgate de Israel, Magen David Adom, ofereceu ajuda à Cruz Vermelha Internacional e ao Crescente Vermelho Egípcio, mas ainda não recebeu uma resposta. Em um comunicado, o serviço afirma ter disponibilizado 20 ambulâncias na travessia entre Israel e o Egito. Por enquanto, não se sabe se há israelenses entre as vítimas. A agência Nazrin Tours, uma das operadores que mais trabalha no Egito, tenta descobrir se algum de seus clientes estava na região atacada. Dahab, onde ocorreram as explosões, é uma das cidades turísticas mais freqüentadas pelos jovens israelenses, que visitam o local para fazer mergulho. A agência Nazrin informou que seus turistas, a maioria deles cristãos que festejavam a Páscoa ortodoxa, estavam em Noeiba e Taba, ao sul e ao norte, respectivamente, da região atacada. O canal de TV israelense informou que o governo fechou a fronteira em Taba, impedindo que veículos entrem na península de Sinai. Segundo o Canal 10, muitos veículos israelenses tentavam deixar o Sinai. O embaixador israelense no Cairo, Shalom Cohen, disse à emissora que houve três explosões, em um hotel, uma delegacia de polícia e em um mercado. Segundo ele, o melhor que os israelenses têm a fazer é voltar para casa. O embaixador afirmou que o governo israelense advertiu repetidas vezes que os israelenses não viajassem para o Deserto do Sinai, onde sofreram vários ataques no passado. "Infelizmente os avisos tornaram-se realidade", disse ele.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 16h46

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