Israel defende ataque a navios que tentem furar o bloqueio a Gaza

Estado judeu diz a Comitê de Direitos Humanos da ONU que embarago é 'legítimo pela lei internacional'

Agência Estado e Associated Press

14 de julho de 2010 | 12h43

GENEBRA - Israel defendeu nesta quarta-feira, 14, o seu direito de retaliar navios que tentam romper o bloqueio e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, durante uma audiência do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

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"Nenhum navio pode romper o bloqueio, seja civil ou militar", afirmou a enviada israelense Sari Rubenstein ao comitê. "O bloqueio é legítimo pela lei internacional", acrescentou. Israel está sob pressão, após uma ação militar do país contra uma flotilha humanitária que seguia para Gaza deixar nove ativistas mortos, em maio. Um navio líbio estava seguindo para Gaza, mas aparentemente mudou de rota e agora irá até o Egito.

 

Defendendo a ação militar de Israel, o embaixador israelense Aharon Leshno Yaar disse que "dos nove mortos, sete haviam dito que queriam morrer a bordo desses navios". As pessoas que estavam nos navios afirmaram que as forças israelenses abriram fogo logo que entraram em uma das embarcações, mas Israel garante que suas tropas foram atacadas primeiro. "Esses não são ativistas da paz, mas mensageiros da morte", acusou o embaixador.

 

O comitê atacou Israel por não cumprir as obrigações de um tratado sobre os direitos políticos e militares nos territórios palestinos ocupados. As Nações Unidas afirmam que Israel é responsável pelos 1,5 milhão de habitantes de Gaza, pois controla o acesso à área por ar e mar. Já Israel insiste que não está ocupando Gaza, já que não controla o próprio território, comandado pelo grupo islâmico Hamas.

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