Israel demole casas de pistoleiros que atacaram Likud

Soldados israelenses derrubaram nesta sexta-feira as casas das famílias de dois pistoleiros palestinos que atacaram ontem o diretório do Partido Likud no norte de Israel, em meio à realização das eleições primárias da agremiação, deixando seis israelenses mortos e mais de 20 feridos. Os pistoleiros pertenciam às Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, uma milícia ligada ao movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat.Na Faixa de Gaza, um pistoleiro ligado ao mesmo grupo atacou o assentamento judaico de Dolah, ferindo dois operários tailandeses e um israelense. O atirador foi morto no ataque. Um dos feridos está em condições graves de saúde. O assentamento de Dolah fica dentro do bloco de assentamentos judaicos de Gush Katif, no sul da Faixa de Gaza.Ainda ontem, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou o atentado contra o diretório do Likud em Beit Shean, no norte de Israel, e informou que a Fatah não tem nenhum tipo de envolvimento com a ação. "Estas operações não contribuem com a causa palestina", informou a entidade por meio de um comunicado. "Pelo contrário, apenas prejudicam nossa causa."Nas demolições desta sexta-feira, soldados israelenses entraram na aldeia palestina de Jalboun pouco antes do amanhecer e explodiram as casas pertencentes aos familiares de Omar e Yousef Abu Rub, ambos na faixa de 20 anos. Os dois morreram no ataque de ontem. As demolições de hoje deixaram 18 pessoas desabrigadas.Por meio de um comunicado, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa alegaram que o ataque contra o diretório político do Likud em Beit Shean foi uma vingança pela morte de dois líderes milicianos numa explosão ocorrida no campo de refugiados de Jenin, no início desta semana. A milícia acusa Israel pela explosão. O Estado judeu nega envolvimento no caso.Em resposta ao ataque em Beit Shean e aos atentados simultâneos contra turistas israelenses no Quênia, o primeiro-ministro Ariel Sharon disse que as ações foram "uma tentativa dos terroristas de influenciar nas eleições democráticas e no processo democrático em Israel".O presidente do Parlamento palestino, Ahmed Qureia, questionou os méritos do atual levante palestino, mais conhecido como intifada. "A intifada enviou uma mensagem muito importante ao mundo de que uma ocupação está em curso", disse ele à Associated Press News Television. "Agora, precisamos avaliar a situação. Por que a intifada foi transformada num ato militar? Isto é útil ou não?", questionou. "Creio que as negociações sejam um caminho pacífico. A intifada - e eu falo sobre uma intifada popular (sem armas), não militar - é uma outra forma."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.