Israel descarta ataque por terra em larga escala

O Exército de Israel ocupou dois vilarejos no sul do Líbano, na proximidade da fronteira entre os dois países, confirmaram neste sábado militares israelenses. Os locais foram ocupados há três dias, apesar de intensa resistência por parte da milícia Hezbollah, disseram os oficiais. Apesar disso, Israel negou uma iminente incursão de grande porte no país vizinho.O Exército israelense disse que há dias vem conduzindo "ataques pontuais" ao sul do Líbano em busca de armas e instalações do Hezbollah, e afirmou que essas operações continuarão.Analistas acreditam que Israel quer ocupar o sul do Líbano para impedir a milícia xiita de usar a área como plataforma de lançamento de foguetes.A operação poderia durar semanas.Reservistas Os temores de que um amplo combate por terra esteja a caminho aumentaram com a notícia da convocação de 3 mil reservistas israelenses. Os recém-convocados estão assumindo posições em Gaza e na Cisjordânia, liberando efetivo para ser deslocado para a fronteira norte do país.Tanques e soldados de Israel se concentram na fronteira com o Líbano. A aviação israelense jogou panfletos no sul do Líbano pedindo que os civis deixem a região. Em seu 11º dia de ataques, as Forças de Defesa Israelenses informaram ter bombardeado cerca de 70 alvos libaneses entre a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, incluindo supostos locais de montagens de mísseis da milícia Hezbollah.O Hezbollah, por sua vez, voltou a disparar foguetes contra a cidade de Haifa. Pelo menos 19 israelenses morreram.Reação O ministro da defesa libanês, Elias Murr, disse que o Líbano vai combater as tropas israelenses caso seu país seja invadido. Tropas israelenses já estão combatendo o Hezbollah na região e o Exército está bombardeando pesadamente a fronteira.Correspondentes em Tiro, cidade costeira no sul do Líbano, disseram que o barulho das explosões é constante e que, com vilas e estradas destruídas, as populações locais estão correndo sério risco.

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